terça-feira, 20 de julho de 2010

Rumos do Mangá Nacional - HQs brasileiras, lidas ao modo japonês

As novas séries, com temática gay
e produzidas no modo oriental de leitura.
Na semana passada, uma nota sobre novos mangás nacionais no site JBox.com.br chamou minha atenção. A Editora HQM lançou dois títulos que simulam totalmente mangás japoneses, os títulos Vitral e O Príncipe do Best Seller, criados, respectivamente, pelas gêmeas Shirubana e Soni, de Taubaté, que respondem pelo Futago Estúdio. Chama a atenção o trabalho de arte impecável e a apresentação gráfica. Ambos são totalmente produzidos em estilo mangá shojo (público feminino jovem), que não é a minha praia, mas vejo que foram feitos com muita competência e dedicação. 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

LEMBRANÇAS J-POP: KAHORU KOHIRUIMAKI


O ano devia ser 1991 e eu estava trabalhando com caricaturas em eventos (coisa que faço eventualmente até hoje). Lembro-me de ter ido trabalhar em um evento de cultura japonesa. A época era muito anterior à invasão japonesa que aconteceu com os Cavaleiros do Zodíaco, internet e tudo o mais. O contato que tinha com música japonesa (seja jovem ou tradicional) era através dos programas Imagens do Japão (TV Record) e Japan Pop Show (TV Bandeirantes e, depois, Gazeta), que mostravam clipes e programas musicais. 

Eu já gostava de músicas de animês e seriados tokusatsu e gostava dos clipes japoneses desses programas. Bom, mas voltando ao evento, eu estava olhando os stands na minha hora de descanso, quando vi uma caixa de papelão com alguns CDs e singles japoneses. Os singles, na época, vinham no formato mini-CD com duas músicas (às vezes, com uma terceira faixa de karaokê) e fiquei com vontade de comprar um, mais pela curiosidade. E era minha chance de ter um CD japonês original pra ouvir. Sem conhecer coisa alguma sobre o assunto, acabei escolhendo pela capa, uma bela e sorridente cantora que, só descobri depois, se chama Kahoru Kohiruimaki (ou Kohhy) e também é compositora. O single era o "Twilight Avenue", uma beleza de música pop simples, com boa melodia e uma voz vigorosa e agradável.

Tempos depois, vim a descobrir que ela também cantava a abertura do animê City Hunter, cujo mangá eu conhecia através de algumas edições de Shonen Jump que tinha comprado na Livraria Sol do meu bairro.

Recentemente, achei no Youtube uma versão ao vivo recente do tema de City Hunter, onde ela mostra que não perdeu o jeito de menina sapeca.

Nesta década, pouca coisa nova foi feita, ficando ela mais restrita a compilações e trabalhos feitos para seu fã clube.

O site oficial dela mostra uma mulher de 43 anos (ela nasceu em março de 1967) mais introspectiva, que está envelhecendo dignamente, com muita classe e ainda em atividade, criando e fazendo shows. Dentro do mercado fonográfico japonês, competitivo e de astros efêmeros, não é pouca coisa. 

quarta-feira, 14 de julho de 2010

LEMBRANÇAS DA SHONEN SUNDAY

O excelente blog Maximum Cosmo do Alex Lancaster publicou uma nota sobre a chegada da edição número 3.000 da revista japonesa semanal Shonen Sunday (Ed. Shogakukan), uma antologia voltada a rapazes adolescentes. Fundada em 1959, é a terceira grande de seu gênero (bem atrás da Shonen Jump Semanal, da Shonen Magazine Semanal e da Shonen Magazine Mensal) e vende atualmente perto de 700 mil exemplares. Parece muito se levar em conta as tiragens pífias daqui, mas é pouco para o mercado japonês, e até para a própria Sunday, que já teve picos de mais de um milhão de exemplares vendidos.

Mas o motivo desta postagem não é ficar reciclando e aproveitando informação de outro blog, mas sim registrar algumas memórias afetivas que foram resgatadas quando li a notícia.

O ano era 1984, eu tinha 13 anos e morava em Pinheiros (SP, capital). Perto de casa, na Rua Martim Carrasco, havia uma filial da Livraria Sol, tradicional importadora de publicações japonesas. Eu entrei uma vez pra ver se tinha livros de Ultraman (comprei dois na época) e parei na frente de uma estante com mangás. Eram vendidos, em pacotes de quatro, vários títulos de mangás semanais. A edição que me chamou a atenção tinha capa de Ryoichi Ikegami (Mai, Sanctuary, Crying Freeman), com uma arte fantástica. O preço era bem barato, se considerar que eu estaria levando 4 revistas de mais de 400 páginas pelo preço que eu pagava num gibi de 80 páginas daqui.

Eu não entendia absolutamente nada de japonês, mas isso não me impediu de acompanhar visualmente e entender muita coisa de várias histórias. A série de Ikegami, uma poderosa aventura espacial chamada Seiunji é uma série bastante obscura e desconhecida hoje em dia. Ainda tinha Urusei Yatsura (de Rumiko Takahashi), Green Grass (de Shotaro Ishinomori), Honô no Tenkôsei (de Kazuhiko Shimamoto), Touch (de Mitsuru Adachi) e vários outros trabalhos interessantes. Até os anúncios eram bacanas, o design geral, tudo era hipnótico e fascinante. Lembro-me de ficar copiando desenhos do Ikegami, Adachi e Shimamoto, os mais interessantes para mim. 

Infelizmente não tenho mais aquelas edições, que foram literalmente se esfarelando com o passar dos anos. Mas até hoje, lembro-me da sensação que aquelas edições causaram e da influência que tiveram em minha escolha profissional. Eu já era leitor de quadrinhos de longa data e continuei lendo todo tipo de HQ, mas o impacto que aqueles desenhos e narrativas envolventes tiveram em mim é sentido até hoje.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ENTREVISTA: TIBURCIO

Um papo com o veterano da revista MAD e autor da série Meu Monarca Favorito:

O desenhista e autor Tiburcio, em seu estúdio em Niterói/RJ.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

CLIPE MUSICAL: YOZORA NO MUKOU (SHIKAO SUGA, SMAP, CHAGE AND ASKA)


Uma canção japonesa que tenho ouvido muito é "Yozora no mukou" (ou "Além do céu noturno"), maravilhosa composição de Shikao Suga (letra) e Yuka Kawamura (melodia), lançada com muito sucesso pela banda SMAP em 1998. Regravada várias vezes, Yozora no mukou é um clássico do J-Pop e mostra que no Japão se faz música de qualidade, no nível dos melhores ocidentais. Aliás, quem gosta de Beatles e britpop em geral deve gostar da linha seguida por Shikao Suga, que diz ter influências de soul music, funk (o tradicional, não a aberração que se faz aqui) e também jazz e blues.

Aqui, a versão mais famosa de Yozora no mukou, numa performance ao vivo do SMAP. Ao violão, o integrante Takuya Kimura, que por acaso irá estrelar o filme da Patrulha Estelar, o qual comentei aqui no blog dias atrás.


Aqui, a versão autoral de Shikao Suga, em um clipe com tradução para o inglês:



Finalmente, pra quebrar tudo, uma arrepiante versão ao vivo do autor com dois convidados especiais: a dupla Chage and Aska.