RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

TOSSINDO FEITO UM SUÍNO!

A pior fase da epidemia de gripe suína talvez esteja mesmo passando, mas é agora que as pessoas não podem bobear. E bobeada é o que não falta nesta nossa terrinha.

Estou cansado de ver caixas de loja mexendo com dinheiro e molhando o dedo na boca pra abrir saquinhos plásticos ou contar o dinheiro. Mas isso não é nada perto de algumas coisas que a gente vê por aí.
Numa reunião, chegou uma participante tossindo e assoando o nariz. Não bastasse ter ido ao invés de ficar em casa, chegou dando beijinho no rosto de todo mundo e avisando que era "só gripe comum". Deu vontade de falar "O que faz você pensar que alguém aqui gosta de pegar gripe comum ou algum tipo de gripe???" Já a mulher saudável e prevenida que chegou acenando geral e dizendo "Um oi de longe por causa da gripe." teve que ouvir "Credo, você tá com gripe suína??". É f***...

Não basta tomar cuidado, tem que rezar para que algum imbecil não faça um estrago na sua vida. E o povo continua marcando festas, tossindo e espirrando sem cobrir a boca, dividindo copos e distribuindo selinhos.

Fora os médicos despreparados que, na falta de uma infra-estrutura, orientação e responsabilidade, quase sempre dizem primeiro que é uma gripe comum. Por conta de tais situações, o Brasil é recordista em mortes pela gripe H1N1. É isso.

UM PROTESTO (MUSICAL) CONTRA O DESCASO

Companhias aéreas nunca assumem responsabilidade sobre a segurança de sua bagagem. Mais de uma vez, funcionários já arrombaram malas minhas em busca de valores e até já roubaram um perfume. Já tive que arrombar minha própria mala uma vez porque tentaram forçar o cadeado da mala e ficou um arame preso lá dentro. Já fui alertado por funcionários a não deixar máquina fotográfica ou aparelhos eletrônicos dentro das malas e levar elas junto ao corpo pra evitar furtos. As empresas sempre avisam que não assumem a responsabilidade sobre nada das bagagens, o que é um erro enorme, pois eles te obrigam a entregar bagagens de olhos fechados.

Por quê não colocam câmeras de vigilância e instituem uma política de normas de qualidade no transporte de bagagens? Só falta dizerem: "Olha, ninguém mandou voar com a gente. Nós entregamos mesmo suas bagagens pra gente de pouca confiabilidade e avisamos vocês. Agora é azar seu." Na correria, as pessoas vão deixando pra lá.

Contra toda essa vergonha e descaso, eis um link abaixo para um clipe- protesto brilhante de um músico que teve seu valioso violão destruído por funcionários da United Airlines. No embalo, alguém podia criar uma música pra Telefonica...

- United, você quebrou meu violão!!!

(Essa dica de vídeo foi enviada pelo cartunista Cláudio de Oliveira e reacendeu meu antigo desejo de fazer uma postagem sobre esse assunto. Valeu!)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

QUADRINHOS INSTITUCIONAIS - UM CASO DE SUCESSO

Vou relatar aqui um exemplo bem-sucedido do uso de quadrinhos como ferramenta de comunicação em uma empresa.

No final do ano passado, fui contatado para renovar o uso de folhetos informativos de uma empresa administadora de cartões de crédito, a Fidelity. Com a linguagem dos quadrinhos, deveria passar uma série de informações de conduta e procedimentos aos funcionários, com alguns itens bastante problemáticos. Eu já havia feito trabalhos similares com o Pão de Açúcar, Santander Banespa, Votorantim e muitos outros clientes, e o desafio aqui era dar uma nova cara à comunicação interna. E fazer ela funcionar melhor.

O projeto inicial visava experimentar o uso de quadrinhos como ferramenta de comunicação através de 3 ou 4 folhetos. De um lado, uma HQ de uma página com um tema estabelecido. Do outro, uma ilustração com os personagens falando a mensagem principal do tema relacionado. A mesma arte seria ampliada como um cartaz para ser afixado na empresa.

A receptividade foi boa logo de cara. Houve, é verdade, uma ou outra manifestação de desagrado por achar o recurso infantil, mas logo o formato foi bem aceito. Com isso, mensagens antes difíceis de serem assimiladas (porque os folhetos explicativos mal eram lidos), passaram a ser incorporadas ao dia-a-dia da empresa, com bons resultados. Estava sendo provado, mais uma vez, que os quadrinhos representam uma eficiente ferramenta de comunicação, para públicos de qualquer idade e formação.

Criei um núcleo de personagens que iria conduzir as histórias. Houve críticas iniciais com relação às roupas da garota protagonista, que parecia excessivamente informal e até meio desleixada. Já na segunda edição, ela passou por um "banho de loja" e ficou mais elegante, sem perder o jeito simples.

Depois, uma pesquisa foi feita para se medir a aceitação dos personagens. Essa mesma personagem feminina, que eu havia criado para ser aquela que aponta os problemas e sugere ações, acabou não agradando. Por ser muito "caxias", ela acabou ganhando a antipatia de muita gente. É o mesmo motivo que inspira muitos detratores do Mickey Mouse e do Superman. O que é certinho demais acaba criando antipatia.

Acabei brincando com isso, fazendo a personagem dar uns escorregões e ouvir gozações por seu jeito meio tagarela e intrometido. Já um personagem que eu havia criado mais para ser "escada", ou seja, aquele cara mais normal que acaba servindo para que outros com mais atitude apareçam, acabou eleito como o mais simpático e aquele com quem o pessoal mais se identificava. Joguei ele para a linha de frente. E um outro protagonista, de jeito bem descontraído e tirador de sarro, eu havia criado para ser alguém com quem o pessoal se identificaria, com seus defeitos e virtudes. Esse personagem dividiu opiniões, mas senti que estava no caminho certo, e apenas o deixei mais responsável e sentindo mais os efeitos de seu jeito meio desmiolado. O retorno dos leitores permitiu correções de rumo, aumentando ainda mais o poder de comunicação do projeto.

Ao invés de apenas 4, foram feitos 6 folhetos em HQ, mais um calendário de mesa ilustrado com os personagens e com frases ligadas aos temas apresentados, um outro cartaz independente e aí o projeto mudou de formato. Passou a ser uma folha dobrada, ficando com cara de gibi em formatinho do que de folheto. A HQ passou a ter 2 páginas, ficando ainda uma capa e um verso com recomendações ligadas ao tema da edição. Neste trabalho específico, tenho feito tudo, do roteiro à colorização. Três da nova fase já foram feitos e um quarto está a caminho, mostrando que até no sério e exigente ambiente corporativo, o uso de quadrinhos facilita e fortalece a comunicação.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

ENTREVISTA NA RÁDIO DEKA

Ontem, fui entrevistado no site Rádio Deka ( www.radiodeka.com ), uma rádio virtual voltada aos brasileiros que vivem no Japão e aos curtidores de cultura japonesa no Brasil. O programa era o Rádio Blog, que vai ao ar toda terça às 22h, com apresentação de Rodolfo Zotte e Renato Siqueira, um velho conhecido da área editorial e de eventos.

Antes do programa, fiz as caricaturas dos dois (que devem mostrar no site em breve) e dois cartuns de personagens da rádio. Foi bem divertido e preparou o terreno para a entrevista, na verdade um bate-papo bem-humorado sobre os bastidores do meu trabalho. E contei alguns casos vividos nestes quase 21 anos de estrada, num clima bem descontraído. Falei sobre eventos de caricaturas, caricaturas para convites de casamento, sobre meus quadrinhos de heróis japoneses licenciados nos anos 1990, sobre aulas de desenho e até minha viagem ao Japão no ano passado.

Normalmente dou entrevistas com um tom bem professoral e técnico, mas lá não teve jeito e me diverti bastante. Certamente muita gente pensa que sou bem sério e centrado. E sou, mas também tenho um lado tirador de sarro e bagunceiro que pouco aparece.


Gostei muito da experiência e já fui aceitando voltar lá mais vezes. Ao Renato (vulgo Penpas), ao Rodolfo e à Rádio Deka, meu muito obrigado! E até breve!

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

DOIS ESTUDOS DE PERSONAGEM

Estes dois sketches são estudos de personagens para uma HQ curta que logo vou começar a esboçar. O roteiro não é meu, e sim do Nick Farewell, com quem já dividi uma HQ-poema faz um tempo, além de alguns trabalhos profissionais.

Tenho buscado parcerias para produzir algum material mais descompromissado e autoral e estou mais interessado (no momento) em me concentrar na arte. Sou mais reconhecido como roteirista de HQ (por conta de muitos trabalhos publicados nos anos 1990) e quero equilibrar um pouco mais as coisas. Claro que a produção dessa HQ pode demorar se minha agenda de trabalhos se apertar demais, mas tenho sentido muita falta de fazer um trabalho mais autoral no traço. Por isso, vou tentar arranjar tempo de todo jeito e, se não tiver ninguém interessado em publicar, posto aqui mesmo no blog.

Querer produzir quadrinhos foi a motivação básica para que eu quisesse ser um desenhista profissional e quero voltar a fazer das HQs uma parte importante da minha vida e motivação artística. Espero ter novidades para mostrar em breve.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

COMUNICADO: WORKSHOPS DE ROTEIRO ADIADAS - EFEITOS DA GRIPE SUÍNA

Para os dias 15 e 22 próximos, eu havia agendado workshops de roteiro no Instituto Cláudio Ayabe, atividades divulgadas via Twitter e prestigiados sites de quadrinhos e cultura pop. Porém, em vista do aumento alarmante de casos de Gripe Suína e das recomendações de médicos para que se evitem lugares fechados e aglomerações, optamos por adiar as atividades. No Instituto ocorrem regularmente cursos e workshops envolvendo oratória, memorização, dançaterapia, PNL e outros assuntos. É um espaço de cultura e desenvolvimento pessoal do qual eu tenho muito orgulho de ser colaborador.

No sábado haveria uma maratona de atividades e todas foram adiadas para uma data futura a ser estabelecida. Os que já haviam pago receberão seu dinheiro de volta, normalmente.

O tempo agora é realmente de alerta e responsabilidade. Por mais cuidados que se tomem, muitas vezes a pessoa parece sadia mas está com o vírus da Gripe Suína incubando em seu organismo. Sem saber, acaba transmitindo aos outros através de apertos de mão, beijos no rosto e conversas próximas. Isso acabou afetando muitas pessoas que tinham intenção de fazer as workshops mas tinham receio de ficar numa sala fechada com um grupo de pessoas. Nunca se sabe quem pode transmitir.

Também é certo que o pico do número de casos diminua quando chegar pra valer o calor da primavera e do verão. Mas por ora, acreditamos ter feito o certo, com responsabilidade e respeito.

Muito obrigado a todos que têm apoiado e divulgado minhas atividades. Logo, espero que tudo se normalize. É isso.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Entrevista com Ricardo Cruz, do JAM Project

Ricardo Cruz: Toque
brasileiro no JAM Project
O tradutor, jornalista, editor e cantor Ricardo Cruz é um paulista de 27 anos e um velho amigo na área de cultura pop japonesa. Ele foi meu leitor através da antiga revista Herói, mas logo nos tornamos colegas de trabalho, dividindo alguns projetos bem divertidos. Também vivíamos indo em karaokês e até cantamos juntos em alguns eventos, mas seu talento e incontestável vocação musical o levaram para onde fã algum jamais havia sonhado. Através de um concurso internacional, entrou para uma das mais importantes bandas do cenário das anime songs, cantando ao lado de seus ídolos. Já gravou canções e fez muitos shows com o já lendário JAM Project.

Cantor consagrado nos eventos de animê pelo Brasil, já se apresentou também na Argentina e, claro, no Japão. Em 2007, assinou o prefácio do meu livro, o Almanaque da Cultura Pop Japonesa. Sempre mantemos contato pela internet, mas nos encontramos em Fortaleza (CE), durante o evento SANA 2009, o qual narrei há alguns dias. E agora, arranjou um tempinho em sua agenda lotada para responder a algumas perguntas rápidas.

Com vocês, Ricardo Cruz!



Nagado: Como começou seu interesse por seriados japoneses?
Cruz: Com Jaspion e Changeman, como muita gente. Via sem parar: alugava os mesmos episódios em VHS, gravava da TV... Acompanhei até as séries sairem da programação, mas me interessei por Cavaleiros do Zodíaco em seguida (1994, talvez?), passando a colecionar qualquer coisa relacionada a desenhos e quadrinhos japoneses. Em 96, com uns 14 anos, fui passear no bairro da Liberdade e conheci uma locadora de vídeos japoneses, a Casa Ono. Lá, encontrei a série de super sentai vigente na época: Carranger, que passei a alugar todas as semanas. Desde então, nunca mais parei de acompanhar os tokusatsu, principalmente.

Nagado: E as anime songs? Como entraram na sua vida?
Cruz: Depois que fui morar no Japão, em 1999. Lá é muito comum os estudantes saírem do colégio e darem uma passada num karaokê box. O que mais me empolgou foi descobrir na lista de músicas todos os temas das séries e desenhos que eu sempre gostei. Virei frequentador assíduo!

Nagado: O JAM Project possui uma complexa arquitetura sonora no arranjo de coral. Há um elaborado trabalho de harmonia vocal envolvendo vários cantores de personalidade forte e autoral. Quem organiza isso tudo?
Cruz: Depende da música. Como é o Kageyama quem compõe a maioria das músicas é ele quem constrói os coros. Mas todos, na hora da gravação, dão seus pitacos e ideias.

Nagado: E como você se encaixa na harmonia? Você deve alinhar sua voz com algum integrante específico ou depende da música?
Cruz:
Como meu registro vocal é mais confortável nas notas agudas, faço as partes altas das harmonias, mas nem sempre. Depende da música. Costumo regular com o Masaaki Endoh, que também tem um alcance alto.

Nagado: Quais seus artistas e bandas favoritos? Vale de qualquer país, de todos os tempos.
Cruz:
O Hironobu Kageyama toca no meu toca-fitas desde sempre, hehehe! Admiro muito seu trabalho e sinto um grande orgulho de dividir o palco com ele hoje. Sou fanzão do Masaaki Endoh também. A lista é longa: Eric Martin, Bon Jovi, Stevie Wonder... Ouço de tudo. Esses dias comprei um DVD do Chitãzinho e Xororó e da Ivete Sangalo. No Japão, achei coisas do Bon Jovi e do AC/DC que estava procurando faz tempo. E, claro, Michael Jackson.


Nagado: Como você reagiu à notícia da morte de Michael Jackson?
Cruz: Fiquei muito triste, de verdade. O Michael Jackson foi o artista que despertou meu interesse por música. Gravava todos os clipes e shows dele. Quando era moleque, tinha uma sessão em casa com as fitas dos heróis japoneses e outra com as do Michael. Aprendi minhas primeiras nocões de ritmo, harmonias e linguagem corporal com ele. Eu acredito que nenhum artista na história foi tão completo e tão bom quanto Michael Jackson. Alguém uma vez comentou e eu concordo: "Billie Jean" é a melhor música do século XX!

 


Nagado: A canção "Sempre sonhando" (do álbum Get Over the Border, de 2008) marcou sua estréia como compositor. Como surgiu a ideia de fazer essa música?
Cruz: Surgiu da contade de expressar algumas ideias em que sempre acreditei. Como o JAM estava lançando um álbum novo, com espaço para canções inéditas, decidimos fazer essa faixa, que foi muito bem aceita entre os fãs no Japão. Isso me deixou bastante feliz. De certa forma, é a minha história que conto ali, quer dizer, o começo dela.

Nagado: Para o sistema fonético japonês, pronunciar a palavra "sonhando" é um tanto complicado. Foi difícil para o resto do JAM gravar o refrão?
Cruz:
Acho que foi sim. Um dia, de madrugada, o Kageyama me liga desesperado pedindo para eu ensinar de novo como pronuncia "sonhando". Os cinco estavam dentro do estúdio gravando, mas ninguém estava conseguindo acertar. Foi bem hilário.


Nagado: Como foi a receptividade do público japonês com sua estreia na banda?
Cruz: A melhor possível. O público do Japão dá a maior força para os artistas de quem são fãs. Levam presentes o tempo todo, escrevem cartas, criam comunidades, querem que você cresça como artista. É muito interessante e gratificante.

Nagado: Quando o JAM Project surgiu, você imediatamente se tornou um grande fã deles, por reunir cantores que você já curtia. Anos depois, você faz parte do grupo. Tem horas em que você se belisca pra saber se está sonhando?
Cruz: Sim, claro. O tempo todo. Esses dias vi no Youtube um video do show recente do Mr. Big no Budokan. Eles apareciam descendo do camarim até o palco, pelo mesmo trajeto que eu fiz no dia do show do JAM. Pensei: "porra, tenho só quatro anos de carreira e já toquei no Budokan!". É meio surreal sim, mas também é um grande aprendizado, que me dá diversas oportunidades importantes.

Nagado: Fora do mundo da cultura pop japonesa, você tem a revista SAX. Como surgiu o projeto e como ele está andando?

Cruz: Fui convidado no começo do ano para fazer a revista. O projeto é mais antigo. A revista fala sobre cultura em geral, com uma caída maior pelas artes. Está sendo ótimo trabalhar na SAX, a edição mais recente chegou agora às bancas. Também estou me preparando para editar a versão brasileira da revista inglesa MixMag, sobre música eletrônica.

Nagado: Ricardo, obrigado pela entrevista. Gostaria de deixar uma mensagem aos leitores?

Cruz: Obrigado pela força aos que me acompanham. Conto sempre com vocês. E convido quem quiser conhecer mais das minhas ideias e trabalhos a visitar meu blog, atualmente um tanto desatualizado, é verdade, mas jamais morto! ^^

Blog do Ricardo Cruz: http://ricacruz.wordpress.com 

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

NOVA ILUSTRAÇÃO PARA O INSTITUTO GABI

Aqui, uma das novas ilustrações institucionais que produzi como voluntário para a ONG Instituto Gabi. Inicialmente, estava planejando mudar o design da figura, puxando mais para o lado do mangá. Mas mudei de ideia e acabei mantendo o traço original que havia criado. Esse trabalho mostra meu desenho mais autoral, que é influenciado por mangá, mas não totalmente (ao menos, na minha concepção).
Enquanto isso, a entidade continua com seu valoroso trabalho de apoio a pessoas com deficiência e suas famílias. Conheça o Instituto Gabi e veja como pode ajudar.

www.institutogabi.org.br

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

WORKSHOPS DE ROTEIRO (MÓDULO BÁSICO E AVANÇADO)

Nos dias 15 e 22 deste mês (dois sábados consecutivos), estarei novamente no Instituto Cláudio Ayabe para novas workshops de roteiro para quadrinhos. A novidade será a atividade do dia, 22, uma workshop módulo avançado.

O módulo avançado só pode, a princípio, ser feito por aqueles que
fizeram uma das workshops anteriores, realizadas nos dias 20 de junho e 9 de julho, ou que fizerem a do dia 15 de agosto próximo. Mas também poderão se inscrever no avançado pessoas com alguma experiência em roteiros, seja para fanzines ou fotologs, por exemplo. Estes deverão enviar um e-mail contando por quê desejam fazer a workshop de roteiro - módulo avançado.

As vagas são limitadas e as inscrições estão abertas. Os que fizerem a inscrição previamente deverão chegar com 10 minutos de antecedência e é recomendável que se leve material para anotações.

Confira a descrição das atividades:

ROTEIRO - MÓDULO BÁSICO

A arte de contar bem uma história, seja para quadrinhos ou qualquer outra mídia (como o teatro e o cinema), passa pela organização de idéias e criação de personagens. Nesta workshop, o aluno vai descobrir que contar bem uma história envolve disciplina e lógica, aliadas à liberdade criativa. E que existem conceitos que são comuns tanto aos quadrinhos ocidentais quanto aos mangás, os quadrinhos japoneses. Já quando o assunto é criação sob encomenda e comunicação institucional, a clareza da narrativa, tão importante para tornar a leitura agradável, faz uma história em quadrinhos se tornar uma importante ferramenta de comunicação de idéias e valores.

A workshop vai abordar técnicas de roteirização para que o aluno entenda o briefing, plot, script, lay-out e storytelling. Tudo para começar a contar bem uma história ou transmitir uma mensagem.


DIA/ HORÁRIO

15.08.09 - das 9h00 às 12h30.

LOCAL
Instituto Cláudio Ayabe
Alameda dos Guatás, 2
31 - próximo a estação Praça da Árvore do metrô.
Tel.: (11) 2772-6213

IDADE MÍNIMA
14 anos

INVESTIMENTO
individual - R$ 45,00
em dupla - R$ 38,00 (cada um)

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ROTEIRO - MÓDULO AVANÇADO

Ao criar um roteiro, além de organizar idéias e ter em mente o formato e o público para o qual vai se contar uma história, o autor precisa ter amplo controle sobre a narrativa. O uso de diálogos, recordatórios, quando escrever ou não um texto, como criar expectativa e controlar o ritmo de leitura são elementos que devem fazer parte do repertório de um bom quadrinhista.

A experiência de ser criar uma HQ institucional, com suas diferenças e peculiaridades também será
abordada, com exemplos práticos de vivência no mercado de trabalho. Tudo de forma objetiva para ajudar quem já escreve a se comunicar melhor usando a rica linguagem dos quadrinhos.

- Este módulo é destinado para quem já fez o workshop do módulo básico no Inst. Cláudio Ayabe ou tem alguma experiência com roteiro para fanzines. Se não for esse o seu caso, mande um e-mail contando por quê deseja fazer esse workshop.

DIA/ HORÁRIO
22.08.09 - das 9h00 às 12h30.

LOCAL
Instituto Cláudio Ayabe
Alameda dos Guatás, 231 - próximo a estação Praça da Árvore do metrô.

Tel.: (11) 2772-6213

INVESTIMENTO
individual - R$ 45,00
em dupla - R$ 38,00
(cada um)

Maiores informações e inscrições: www.ayabe.com.br

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Focado em desenvolvimento pessoal, comunicação, arte e cultura, o Instituto Cláudio Ayabe tem uma programação bastante interessante que vale a pena ser conferida.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

RELATO SOBRE O SANA 9 (PARTE 3 - FINAL)

No último dia do SANA, fomos eu, Petra, Erica e José Leonardo fazer umas compras no mercado central. Passeamos por diversos boxes e fomos comprando algumas lembrancinhas. Tem muita coisa legal, mas tenho aprendido a não sair comprando tudo o que vejo pela frente.

Depois de almoçar correndo com o cônsul Akira Suzuki, fui à Sala Nostalgia do SANA para, novamente, fazer uma explanação para o público antes da exibição do longa Doraemon - O Dinossauro de Nobita.

Havia bastante gente aguardando a exibição e fiquei bem contente em ver que um animê sem apelo de sensualidade ou violência atraia também uma parcela do público. Cumpri meu papel, dando mais conteúdo à exibição.

*****
Para o começo da tarde, iria acontecer meu último compromisso oficial no SANA, uma workshop sobre caricatura e mangá, que havia sido um pedido do consulado após uma bem-sucedida atividade similar no evento Animepan, de Recife, no começo do ano.

Por problemas de comunicação, minha aula havia sido transferida do sábado para o domingo e não havia sido feita nenhuma divulgação da atividade, nem mesmo no cartaz afixado na sala de workshops. Coisas assim são mesmo passíveis de acontecer num evento daquele porte e o pessoal se mobilizou rápido pra compensar. Meia hora antes, divulgaram nos alto-falantes sobre minha workshop. "Não vai vir ninguém" - pensei comigo. E qual não foi minha surpresa quando a sala encheu em 15 minutos! A atividade começou no horário e a aula rendeu bem, com alguns alunos bem talentosos e concentrados.

Me concentrei no tema da aula, dando algumas explicações gerais sobre como compor um rosto e o que observar na hora de fazer uma caricatura. E como deixar isso parecido com um desenho de mangá, explicando principalmente sobre estilizações de olhos, além de alguns detalhes de rosto. Um aluno ainda ficou papeando comigo sobre mercado de trabalho depois da aula, mas infelizmente minha temporada em Fortaleza já estava acabando...
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De volta à sala VIP, pude presenciar algo fantástico. Os cantores estavam se preparando para o grande show de encerramento e haveria uma parte acústica. Hironobu Kageyama com um violão, Hiroshi Kitadani com um baixo e Masaki Endo tirando um som batendo as palmas (no show ele comanda uma percussão) mostraram que grandes artistas são, fazendo um som arrepiante sem microfone ou qualquer recurso de estúdio ou palco. Tive a sorte e a honra de ouvir "We Are", tema de One Piece, em versão acústica completa, numa sala com poucas pessoas e do lado dos artistas. Isso é que é privilégio! A Petra se emocionou e até conseguiu filmar um trecho do ensaio.

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Mas meu voo sairia às 17h15 e eu perderia o grande show, infelizmente... A Petra ia no mesmo voo, mas ainda tentou negociar uma troca de passagem na última hora. Com essa tentativa, ela quase perdeu o avião, mas felizmente conseguiu embarcar. A volta, como a ida, foi tranquila e após cerca de 3 horas de viagem, já estávamos em solo paulista, de volta à poluição e ao frio...

Posteriormente, fiquei sabendo como foi o apoteótico show de encerramento e deu uma ponta de arrependimento por não ter ficado. Mas era uma decisão difícil, já que eu precisava voltar pra casa ainda no domingo de noite, pois já na segunda de manhã havia trabalho me esperando.

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Ter participado do SANA 9 foi uma grande honra e um divertimento como há tempos eu não tinha. Mesmo tendo viajado a trabalho, me senti como se estivesse desfrutando de mini-férias, conhecendo gente interessante, revendo amigos e passeando por lugares muito bacanas. Meus agradecimentos ao pessoal do SANA e a todos que tornaram essa viagem possível.

Obrigado, de coração!

Site oficial do evento:
Portal SANA

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

RELATO SOBRE O SANA 9 (PARTE 2)

Na manhã do segundo dia do SANA, antes de ir para o evento, fomos conhecer a Praia do Futuro, um lugar belíssimo. O grupo de japoneses ficou em mesas na areia, debaixo do maior sol. Fiquei um pouco com eles e logo cedo já fomos tomando cerveja (ei, naquele calor não tem coisa melhor...) e comendo aperitivo. Primeiro, o dono da lanchonete veio alertar pra tomar cuidado com máquinas fotográficas e carteiras. Mesmo assim, o pessoal resolveu ficar por lá, pois ficaríamos pouco tempo, já que depois do almoço tinha que ir ao evento. Pra quem vive em um país onde roubos são raros, deve ser incômodo ter esse sentimento de desconfiança e temor.

Uma cena engraçada rolou quando apareceu um vendedor de tatuagens de hena. Ele chegou e, vendo um monte de japoneses, perguntou: "Ninguém aqui fala português, né?" E emendou: "Gudi mórdin, du iú ispiqui inglich?" Em bom e claro português, expliquei que não adiantava tentar vender as tatuagens aos turistas porque, no país deles, quem usa tatuagem é mafioso. O cara ignorou e ficava mostrando o catálogo pra cada um e falando "Tattoo, tattoo!!!". Aí, pra se fazer entender melhor, ele soltou: "HENA TATTOO!". Isso soou parecido com "Hen na tattoo!", que em japonês significa "Tatuagem esquisita". O Hiroshi Kitadani soltou um "Hen na tattoo???". Aí é que ninguém quis saber, ah ah! Finalmente, o vendedor desistiu e saiu p... da vida, reclamando e criticando a gente. Boa sorte pra ele... O sol estava muito intenso e fui na parte de dentro da lanchonete, onde estavam a Erica Awano, a Petra Leão e o José Leonardo. Os três, além do Ricardo Cruz, foram os convidados com quem mais conversei. Enquanto isso, alguns não resistiram e caíram na água.

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Depois de almoçarmos, corri para o evento antes dos demais para fazer uma explanação sobre o Doraemon antes da exibição do longa Doraemon - O Dinossauro de Nobita, patrocinada pelo Consulado do Japão. Falei sobre a relevância de Doraemon na cultura pop japonesa e os motivos dele ter sido escolhido como o "Embaixador do Animê" pelo governo japonês.

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Em seguida, rolou no auditório um bate-papo com os dois dubladores presentes: José Leonardo (à esquerda, na foto) e Ricardo Juarez. O primeiro fez as vozes de Anakin Skywalker (Star Wars - Clone Wars), Perninha (Tiny Toons), Tinky Winky (Teletubbies), Bob (Família Dinossauro) e outros. O Ricardo, além do inconfundível Johnny Bravo, também fez o narrador de Digimon, Capitão Átomo (Liga da Justiça Sem Limites) e vários outros. Eles falaram sobre suas carreiras e também contaram que dublaram o animê Gungrave, que permanece inexplicavelmente inédito no Brasil até o momento. E, claro, fizeram várias vozes ao vivo, para delírio da platéia. Conheço vários dubladores e já vi muitas performances ao vivo, mas sempre acho muito divertido.
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Depois, tivemos uma sessão de autógrafos reunindo a Petra, Erica e eu, os três quadrinhistas convidados do SANA. Bom, apesar de alguns leitores que encontrei lá, é verdade que alguns apenas entraram na fila (por um incompreensível gosto brasileiro por filas) para ganhar uma assinatura sem saber quem eu era. Sem problema, afinal, a maior parte do material que me fez mais conhecido do público otaku é da década (ou século) passado. De volta à sala VIP, ganhamos lembranças: uma sacola com boné, camiseta e chinelo do evento, rapadura, castanhas de caju (sensacionais), etc...
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Já era noite e ia rolar o show do sábado. Kanako Ito anunciou que pesquisou na internet qual anime song cantada por voz feminina era a preferida do público brasileiro. Quando entrou a canção "Zankoku na tenshi no teeze" (de Evangelion), a platéia veio abaixo. Várias músicas do JAM Project também levaram a platéia ao delírio, incluindo a minha favorita, a poderosa "Soultaker". Aliás, impossível não lembrar de quando o Ricardo Cruz me apresentou a essa música anos atrás. De fã de Hironobu Kageyama e seu JAM Project, ele se tornou membro da banda, cantando ao lado de seus outrora ídolos e atuais amigos, uma de suas músicas favoritas. Mesmo os mais enlouquecidos e otimistas sonhadores teriam dificuldade em crer na concretização de tamanho sonho. Mas o Ricardo merece, pois estava no lugar certo, na hora certa e estava PREPARADO para os desafios que o levariam aonde chegou.
Após a apresentação, estavam todos exaustos. Na sala VIP, estava conversando com o Ricardo e perguntei se poderia fazer a caricatura dos cantores em algum momento. Daí, ele disse: "Pô, faz a minha agora, vai." Depois que desenhei o Ricardo, um a um os demais cantores foram posando, o que foi bem divertido.
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Finalmente, fomos à bela churrascaria Boi Preto, onde comemos até não aguentar mais. Estavam todos animados à mesa e o ambiente era ótimo. Mas já batia uma tristeza porque o dia seguinte seria o último do evento. De volta ao hotel, desmaiei de sono, entupido de tanta carne e cerveja... No dia seguinte, seria hora de fazer compras.

EXTRA! Fotos e matéria sobre o SANA na revista japonesa FAMITSU:
http://www.famitsu.com/anime/news/1226365_1558.html