RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

terça-feira, 30 de junho de 2009

AUTOR CONVIDADO

SOBRE O NOME DESTE BLOG: Não lembro se expliquei aqui o motivo do nome deste blog. Bom, sushi é aquele prato japonês famoso e delicioso (pelo menos pra mim) que permite diversas combinações. Os mais puristas dizem que o "sushi califórnia" não é um sushi de verdade.

A discussão é parecida com a dos escritores de haikai (aqueles poemas de métrica definida) que debatem se um poema escrito dentro da métrica correta mas que não fale da natureza pode ser um haikai. Pois bem, mesmo se desconsideramos as variantes ocidentais, há ainda uma infinidade de combinações possíveis dentro de um sushi. E foi isso o que motivou. Como aborda vários temas ligados à cultura pop, resolvi que cultura pop (especialmente a japonesa) seria o "arroz", a base do meu sushi cultural, junto com os relatos de minha atividade profissional. E entram, vez por outra,
elementos (temas) diferentes, como comentários sobre mídia, comportamento e questões variadas que chamam minha atenção e me inspiram a escrever.

Verdade seja dita, essa idéia de associar um site de temas variados com um prato que permite muitas variações não é nova. Segundo o editor Jotapê, foi essa ideia que deu origem ao site Omelete, o mais bem-sucedido site de cinema e cultura pop do Brasil e no qual eu já escrevi bastante. Bom, mas voltando a esse humilde blog...

Pela primeira vez, este blog abre espaço para textos de outras pessoas. O espaço é um novo "ingrediente" do Sushi POP, preparado por um "sushiman" convidado.

O AUTOR: José Nagado é meu tio e me mostrou essa crônica que serve como uma boa introdução a uma nova modalidade aqui no Sushi POP, um espaço para crônicas e depoimentos. E para inaugurar, uma crônica que fala sobre... crônicas.

Engenheiro aposentado, o tio Zeca pinta quadros, escreve crônicas, haikais e se interessa por música e artes. De uma forma ou de outra, a arte sempre fez parte de nossa família.

Não sei quem será o próximo convidado ou quando esse espaço será novamente usado, mas sempre haverá lugar para um texto bem escrito. Boa leitura!

O CRONISTA NOSSO DE CADA DIA
Por José Nagado

Hoje mudei minha rotina. Acordei cedo para levar minha filha ao fisioterapeuta, tomei uma média e pão com manteiga numa padaria e ainda não li meu jornal. São nove horas da manhã, já revisei minha penúltima crônica e estou iniciando esta. A crônica mais recente ainda está em período de incubação, para não dizer de “acabação”, quando acabo mudando metade do que escrevi.

Se você está achando que escrevo crônicas para jornais, está enganado. Gosto desse gênero de literatura e escrevo crônicas pelo prazer de escrever. Lia crônicas de Rachel de Queiroz na antiga revista O Cruzeiro

Admiro a capacidade daqueles que conseguem manter leitores cativos com sua crônica diária ou mesmo semanal. Escrever uma crônica por semana parece ser coisa simples, mas não é. Consegui isso durante dez semanas e depois, mesmo tendo disponibilidade de tempo, fiquei duas semanas bloqueado. Nesse tempo tentei desenvolver dois temas, para os quais já havia feito anotações suficientes para escrever várias crônicas. Não consegui. Foram duas semanas terríveis, sem inspiração para escrever crônicas. Comigo, isso ocorre algumas vezes, por dois ou três dias. Duas semanas foi demais.

Sou o leitor solitário das crônicas que faço. E também crítico impiedoso de mim mesmo. Um haicai meu “elogia” minhas próprias crônicas: “Crônica insôssa/ Pedante, impertinente/ Inútil e tôsca”. Além disso, minhas crônicas são pesadas, demoradas. Falta à minha crônica aquela linguagem leve e rápida do prosador acostumado a narrar, descrever, refletir, argumentar, filosofar e outras exigências que esse gênero consagrou.

De segunda a sábado, no Caderno Dois, o time de cronistas do Estadão, alimenta impiedosamente essa minha impressão. Vejo o cronista nosso de cada dia com o seu “pãozinho” quentinho, pronto e acabado, para que nos deleitemos ao café da manhã. Cada um no seu estilo, serve humor, sutileza e inteligência extraídos de aspectos cronicáveis somente capturados por sua argúcia, em temas aparentemente corriqueiros ou noticiários locais ou internacionais.

Quem, senão Matthew Shirts, poderia ter visto “O futuro dos mulherengos nos EUA” e contado para nós numa segunda feira? Tudo embalado com a cultura folhetinesca americana, pronto para o leitor jactar-se do seu conhecimento da vida na terra do Tio Sam em qualquer “papo cabeça”.

Na terça-feira, um José Castelo apresenta, por exemplo, seu “Para que servem as crianças?“. Você reflete: Para que serviria uma crônica desse tipo? Chamar sua atenção para problemas que o noticiário dos jornais trata friamente ou até reforçar seus argumentos sobre uma questão social naquelas reuniões (chatas) de pais e mestres da escola do seu filho, ou quem sabe, torná-lo mais sensível e receptivo nas relações com outros seres humanos, instigar sua inteligência emocional, como diria o consultor em QE.

Na quarta-feira, você acorda e lembra que tem a feijoada no almoço com os amigos. Péssimo hábito de muitos brasileiros, a feijoada da quarta-feira. Seu cronista do dia, Mário Prata, brinda você com um “Quebra de Sigilo Cerebral” ou então, com um “Os ladrões”. Humor fino: Sigilo bancário e sigilo cerebral, quem deixaria de sacar as sutilezas e afinidades dos temas? Profissionais da gatunagem, gente fina os ladrões de antigamente. Seus músculos faciais estarão preparados para rir e seu fígado para trabalhar relaxado, durante e após aquele banquete de colesterol, nas conversas bem humoradas que rolarão com os seus amigos.

Chega a quinta-feira, e você está com problemas que se acumularam durante a semana. Você lê a crônica do Mauro Dias e de repente, "cai a ficha“. Disfarçado numa ficção do cronista, você apanha um gancho ou uma idéia luminosa para resolver um dos seus problemas. Em “Notas sobre a arte de transplantar problemas” Mauro Dias, nos faz refletir sobre os viadutos que construímos (foi o Pitta, ex-prefeito de São Paulo) pensando que estamos resolvendo um gargalo do trânsito, quando apenas estamos (foi o Pitta, repito) transplantando o problema para algum ponto logo adiante. Que isto não se repita.

Finalmente chega Ignácio de Loyola Brandão, digo, chega a sexta-feira. Você terá um longo dia de trabalho, vários problemas a resolver ou metas ainda a cumprir. Mas você tem tudo organizado na sua cabeça. Como uma crônica do Ignácio de Loyola. Tem o conhecimento necessário do assunto, das circunstâncias que deverão ocorrer, das sutilezas comportamentais, e finalmente, do resultado esperado ou direção que deverá dar ao trabalho (ou à crônica, no caso do Loyola). “Só quero um pouco de silêncio”, “Ladrões de hoje, ladrões de Séculos”, “Ele (o sapo) veio trazer a felicidade ?”, são alguns dos exemplos de crônicas do Ignácio. Do mestre Ignácio. (lembrando sua
Oficina Literária, onde orienta novos escritores). Depois de tanto trabalho, no barulhento “happy hour”, você nem vai se lembrar dos impostos que levam seu dinheiro para enriquecer ladrões dos cofres públicos (os "Lalaus" da vida) e vai ficar feliz quando o garção (o sapo) vier rapidamente trazendo seu chope geladinho.

O gostoso da sexta-feira é a expectativa de um relaxante fim de semana. Em casa ou na praia, o fim de semana começa no sábado com a Velha Amiga Raquel. (escreve-se Rachel, como antigamente). Suas crônicas, como a “Velha Amiga”, “O milênio, o rural e o urbano”, “Tragédia no mar” nos trazem a calma sabedoria de quem viveu quase o século passado inteiro e adentra este novo século (e milênio) como uma sólida referência de duas ou três gerações de leitores de crônicas. É preciso dizer mais?

Só mais um pouco. Peço desculpas ao iletrado (“Escrevendo Muderno”) João Ubaldo "PONTO DE VISTA" Ribeiro por não falar dele, que nos obriga a lê-lo aos domingos. Igualmente para o Daniel "SINOPSE" Piza, que me lembra Fernão Lopes, guarda-mor da Torre do Tombo, também nomeado cronista-mor do reino de D.Duarte e para o
VERÍSSIMO Família Brasil, brasileiro de verdade, que acredita no seu povo (Devem existir poemas de Eurico Miranda). Trabalhador, todos os dias tem crônica sua no “Estadão”.

Sexta-feira, faz calor, parece verão.
Nas tardes de verão
O chope bem gelado
Tomo no balcão

Fui.

José Nagado – 19/04/2001

domingo, 28 de junho de 2009

LAY-OUT PARA O INSTITUTO GABI

Apresento aqui o primeiro lay-out de uma série de ilustrações que irei produzir para campanhas de divulgação do Instituto Gabi, uma ONG com um trabalho muito bonito de integração social voltado a deficientes (físicos e mentais) e seus familiares. A personagem é baseada na verdadeira Gabi, que partiu deste mundo muito cedo e inspirou um trabalho valoroso conduzido por seus pais.

A entidade fica sediada na região do Jabaquara (zona sul de SP, capital) e ajuda muitas famílias que, além das dificuldades causadas por deficiências físicas ou mentais em um filho, ainda passam por problemas financeiros.

O Instituto depende de colaborações financeiras, doações de materiais, ajuda governamental e do trabalho de pessoas interessadas em doar um pouco de seu tempo para uma causa humanitária. Conheça mais sobre essa ONG e veja como você pode fazer sua parte em prol de um mundo melhor para pessoas com necessidades especiais.


www.institutogabi.org.br

domingo, 21 de junho de 2009

WORKSHOP DE ROTEIRO - MISSÃO CUMPRIDA!

No sábado passado, dia 20 de junho, realizei uma workshop de roteiro para quadrinhos no espaço do Instituto Cláudio Ayabe. Normalmente, limito as classes a 15 alunos para poder oferecer um melhor acompanhamento na hora de tirar dúvidas. Ficou estabelecido para essa atividade um número limitado a 12 vagas. Acabaram ficando 13, com alguns na fila de espera aguardando uma nova data.

A classe estava bem interessada, com alguns leitores antigos e pessoas de diferentes idades e áreas de atuação. Vários tinham um bom conhecimento sobre HQs. Isso fez a aula render e fiquei bastante satisfeito com o resultado. Estou acostumado a lecionar e palestrar há mais de uma década e levo isso a sério. Pratiquei oratória, técnicas vocais para utilizar bem a voz, expressão corporal, métodos didáticos e tive bons professores. Ensinar é coisa séria e procuro passar entusiasmo e realidade aos alunos.

O tempo total, de 3 horas e meia, é realmente muito curto para se aprofundar, mas serviu como uma introdução ao tema e permitiu abordar muitas questões sobre as quais um roteirista deve refletir ao organizar suas ideias, personagens e narrativa. Ainda conseguimos criar dois roteiros curtos para cada aluno, com exercícios criativos bem-humorados.

Por enquanto, meu fraterno agradecimento aos alunos, ao pessoal do Instituto, em especial ao seu idealizador que tanto confia em meu trabalho. Registro também aqui minha gratidão aos editores, redatores e jornalistas que divulgaram a atividade em sites e blogs. Em breve, uma nova workshop será agendada e devidamente divulgada na mídia.

O Instituto Cláudio Ayabe, que tem como lema a frase "Aprimorando o potencial humano" organiza cursos e workshops sobre os mais variados temas. Confira em www.ayabe.com.br

Depoimento de um participante:

"Estive entre os participantes e gostei muito da experiência. Apesar de ter se tratado de uma introdução, foi possível refletir e aprender conteúdos importantes não somente acerca do tema tratado, como também, sobre vários outros aspectos do mundo dos quadrinhos, séries e afins." (Sergio Roberto da Silva, 38 anos)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

O FIM DA EXIGÊNCIA DE DIPLOMA DE JORNALISTA

Conforme divulguei no Boletim Twitter, o STF acabou com a exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista. A exigência era uma prova da força do lobby das faculdades de comunicação, especialmente as "fábricas de diplomas" que despejam inúmeros profissionais despreparados anualmente no mercado. Essa obrigatoriedade começou há cerca de 40 anos, afastando das redações muitos talentosos pensadores que foram contra a decisão e que acabaram migrando para a publicidade. Mas na época da publicação da lei, quem escrevesse alguma coluna ou artigo para algum jornal ou mídia pôde requerer registro de jornalista, mesmo que sequer tivesse o ensino formal completo.

Com o passar dos anos, jornais e revistas foram usando cada vez mais a figura do articulista, um especialista em algum assunto específico, que poderia escrever de modo opinativo sobre um assunto que lhe dissesse respeito, mesmo sem ser jornalista. Foi nessa categoria que comecei a escrever profissionalmente, primeiro na revista SET em 1993 e depois na revista Herói entre 1994 e 2000.

Mesmo escrevendo regularmente e sendo remunerado por isso, jamais me assumi como jornalista. Fiz resenhas, publiquei notícias, conduzi entrevistas variadas, mas sempre na categoria "especialista". Dos mangás e seriados japoneses, migrei para resenhas sobre livros e CDs no Omelete, onde escrevi por bastante tempo, mas continuei sendo um redator e não um jornalista. Em 2001, trabalhei por curto período de tempo na editora JBC, sendo editor-assistente do portal (que na época acabou sendo abortado pelo patrocinador) e também editor do antigo site Henshin. Sempre alguém me perguntava onde eu havia estudado e sempre faziam cara de espanto quando eu dizia que não era jornalista. Alguns já se indignaram por achar que eu "me passava por jornalista". Dei palestra na UniSantos e Uninove (entre outras) e até fiz parte de uma banca examinadora de um TCC na USP. O meio acadêmico não é estranho para mim, afinal de contas.

Agora, com a queda da obrigatoriedade de diploma, posso até me apresentar como jornalista (apesar disso ainda soar estranho para mim). Não que eu já não tivesse trabalhado como um.

Atualização (17h30) - Segundo o ministro do STF
Ricardo Lewandowski, empresas ou órgãos públicos podem exigir, no entanto, algum diploma, como história, sociologia ou comunicação. Os limites, ainda, estão imprecisos e acredito que o mercado, a duras penas, recupere a auto-regulação que já houve em tempos passados.

sábado, 13 de junho de 2009

O QUE ESTE BLOG É E O QUE NÃO É

Este blog ficou vagando no limbo por um tempo enquanto eu passava por um período um tanto turbulento e atribulado, que ainda não se encerrou. Tempo livre é um item valioso nos dias atuais, e que deveria ser aproveitado para aliviar o stress. Mas no ponto em que estava, comigo tendo trabalhos a divulgar e com uma excelente visitação para um blog modesto e sem muitas atualizações, tenho que encarar este blog como um apoio a meu trabalho. Que continua agitado, não importa a carga de stress que esteja sobre minha cabeça. Como eu falei ao meu amigo Nick quando disse que queria fazer uma página de HQ com texto dele, "quem quer, arranja tempo". E estou arranjando, mas resolvi fazer um balanço sobre o que é este veículo para mim.

O Blog Sushi POP é um veículo para que eu publique textos sobre assuntos que gosto, normalmente ligados a quadrinhos, música ou cultura pop japonesa. São assuntos que fazem parte da minha vida profissional há anos. Aliás, uma das funções primordiais deste blog é divulgar minhas atividades profissionais, que dependem de serem divulgadas.

Este é um espaço para trazer ao leitor interessado informações sobre os bastidores da profissão de desenhista, com suas peculiaridades e desafios.

Também é um canto livre onde eventualmente publico minhas opiniões sobre assuntos variados, sem relação alguma com cultura pop. Dois temas que me interessam são comportamento e mídia. Sou bastante crítico com alguns temas e em alguns momentos não sou nada condescendente. No espaço Twitter, publico também pensamentos rápidos e muitas vezes incisivos sobre alguns temas gerais. Isso pode incomodar quem gosta dos assuntos criticados.

Se, por exemplo, eu ataco o conceito do Big Brother, fãs desse tipo de show não devem se sentir ofendidos. Se eu manifesto opiniões corrosivas sobre algum trabalho ou música, quem é fã do que eu não gosto tem duas opções: registrar seu desagrado ou simplesmente deixar de ler. Tudo no campo das idéias. Tenho parentes e amigos que amam Big Brother, novela, música sertaneja, emos, funk, Código Da Vinci, que fumam sem se importar com quem está ao redor, etc... Que ninguém veja meus textos como ataques pessoais.

Este é o MEU blog e não uma tribuna livre com obrigação de ser imparcial, de servir à sociedade ou com a pretensão de formar opiniões. Entre acertos e erros, é um espaço pessoal, onde escrevo o que dá na telha, o que é diferente de quando sou requisitado para escrever um artigo ou resenha. Se algo aqui o ofendeu ou ofende, minhas sinceras desculpas, mas isso é apenas manifestação de liberdade de expressão, não um dedo apontado na cara de ninguém. Eu espero que as centenas de leitores que retornam regularmente (segundo o Google Analytics) sejam pessoas que ao menos apreciam a forma como me expresso. E afinal de contas, poder escrever um blog é algo bastante agradável para mim, um momento onde posso desviar um pouco a atenção da rotina.

Enfim, obrigado aos que sentiram falta deste blog. Talvez eu não consiga mesmo postar com mais regularidade do que antes, mas tentarei escrever sempre algo novo, entre um trabalho e outro. Por isso, continue acompanhando (e comentando), eu espero.

terça-feira, 2 de junho de 2009

HISTÓRIA E ALERGIA - UM LIVRO ESSENCIAL

A medicina é daqueles assuntos sobre os quais todos deveriam entender um pouco, pois lida com nossa vida e saúde. Mas para os leigos, é um assunto por demais complexo, cujo conhecimento, mesmo básico, parece destinado apenas aos profissionais que se vestem de branco.

Dentro da medicina, o tema alergia é daqueles que tem feito cada vez mais parte da vida das pessoas. Com cidades tão poluídas e com os hábitos alimentares marcados por produtos repletos de corantes e substâncias químicas, é difícil não ter algum caso familiar de algum tipo de alergia ou doença respiratória, de pequena ou grande intensidade.


Para entender melhor o que tem se configurado cada vez mais um assunto da vida moderna, uma grande dica é o livro História e Alergia - Para entender uma doença moderna (Ed. Via Lettera), escrito pelo Dr. Raul Emrich Melo, especialista em alergia-imunologia e pediatria, mestre e doutor pela UNIFESP e palestrante. Com grande habilidade e um grande senso didático, o autor discorre sobre muitos assuntos relacionados ao tema alergia usando linguagem coloquial e agradável, sem tirar a seriadade que o assunto merece.

Asma, rinite alérgica, bronquite, efeitos da poluição, vacinas e suas reações, tudo é explicado de modo bastante esclarecedor. Mesmo o hermético jargão médico é explicado com uma clareza desconcertante, dando aos leitores condições de entender melhor causas, efeitos e tratamentos de diferentes tipos de alergia. Os capítulos são curtos, oferecendo uma excelente porta de entrada para entender diversos aspectos da alergia através dos tempos.

O autor transmite não somente aquela tranquilidade que todo bom médico deve passar, mas também oferece uma leitura agradavel, com um texto muito bem escrito. Ao final, não dá pra saber se é um médico que se revela um grande escritor, ou um escritor que por acaso é um grande médico.

História e Alergia
Autor:
Dr. Raul E. Melo
Editora: Via Lettera

Formato: 14x21 cm, com 112 páginas
Preço: R$ 26,00
Compre no site da editora clicando aqui.

Site do autor: www.raulmelo.com.br