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quinta-feira, 2 de abril de 2009

LIDANDO COM PRAZOS

Quando se trabalha com desenho profissionalmente, surgem desafios que vão muito além do que se consegue ou não produzir. Depois de atingidas certas condições técnicas, o requisito fundamental para se manter no mercado de trabalho é o respeito aos prazos. O ilustrador ou desenhista muitas vezes é como aquele jogador de futebol que entra no final do segundo tempo da prorrogação, tendo que fazer o gol da vitória custe o que custar. Com um trabalho precisando ser executado em um curto espaço de tempo, organização é fundamental. Enviar esboços ao cliente, desenhar e finalizar (com eventuais modificações e correções no caminho) são tarefas que precisam ser bem calculadas, para se criar um cronograma de trabalho que vai depender também do cliente aprovar o material em tempo hábil. Comunicação e confiança são fundamentais. E olho no relogio e no calendario.

Nem sempre se está com inspiração (um tema que abordarei brevemente), e é aí que tem que entrar a técnica na produção. Não significa que vá sair um trabalho frio e sem alma. É surpreendente como a pressão pode fazer aflorar soluções genuinamente criativas e inspiradas. O profissional que sempre cumpre prazos é bem visto. O mesmo vale para chegar na hora em reuniões e respeitar horários com rigor quase religioso. Tem quem imagine que o profissional que trabalha por conta faz seu horario e não tem pressão sobre si, o que é um engano sem tamanho. Prazo é quase tudo numa produção.

Claro que em casos de emergência, problemas de saúde na família ou coisa pior, não dá pra agir como se nada tivesse acontecido. Aí, o certo é avisar urgente o cliente e explicar que houve um problema, mas sem tentar sensibilizar o interlocutor. Seja profissional e objetivo e ofereça uma solução. Negocie outro prazo e, se não for possível, chame um amigo para ajudar ou passe o serviço adiante. Sempre haverá o risco de que o substituto fique com sua vaga em futuros trabalhos, mas é preferível correr esse risco do que se queimar perante o cliente. Se não há outra pessoa a assumir o trabalho e se não há nada mais a fazer, o jeito é comunicar ao cliente de forma honesta e o mais rápido possível. Se isso for entendido como uma lamentável exceção, nem tudo está perdido. Claro que tais situações estão no campo das exceções. A regra de ouro é: sempre cumpra os prazos. E, se perceber que não irá conseguir, negocie ou recuse o trabalho. Inclusive, sempre negocie o prazo mais longo que puder pois, se conseguir entregar antes, estará lucrando.

Manter o cumprimento de prazos é o que garante a fidelidade de um cliente e a continuidade da carreira. É isso.

2 comentários:

Fernando Ventura disse...

É por isso que eu simplesmente NÃO prometo prazos! :)

Alexandre Nagado disse...

Eu também detesto prometer prazos. O problema são as contas, que tem uma data pra serem pagas...

Abraços!