RECADO AOS VISITANTES:

Olá! O blog está de férias, mas já estou trabalhando em novas postagens. O Sushi POP voltará a ser atualizado no dia 1 de agosto (terça), no período da tarde.

O que vem por aí:
- Ultraman Geed, Novo Lobo Solitário, resultado da convocação para trabalhos acadêmicos e mais!

Esteja aqui para conferir. Até breve!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O BOM SENSO E A FALTA DELE




REFORMA ORTOGRÁFICA

Pensei que era só eu, mas o sempre sensato professor Pasquale Cipro Neto, em uma entrevista ao UOL, se posicionou contra a reforma ortográfica da forma como foi feita. Interesses econômicos nortearam as decisões e quem se ferra é o povo, como sempre. Milhões já foram gastos na compra de novos dicionários e ainda existem pontos polêmicos nas regras, o que pode gerar revisões e ajustes. Aí, quem já comprou dicionário, vai ter que comprar de novo.

Um amigo editor comentou outro efeito nocivo da reforma. Editoras pequenas com títulos abaixo de 3 mil exemplares não terão condições de renovar seu catálogo com a nova ortografia. Esses livros irão morrer, sendo retirados de catálogo e sem chance de voltar. Quem se deu bem foram as editoras de livros didáticos e dicionários. Já o resto...

A FUMAÇA DA ARROGÂNCIA E DA ESTUPIDEZ

A caminho de uma reunião, parei num Fran´s Café para um rápido lanche e me deparei com a seguinte cena: Em uma das mesas, um cliente fumava sossegadamente, ignorando as leis que proíbem o cigarro dentro de estabelecimentos comerciais, bem como cafés, restaurantes e afins. Não há mais ala de fumantes em lugar algum de SP, pelo que eu saiba.

O cliente em si era um homem robusto, com ar de arrogante e exibindo um smartphone para todos verem. Parecia muito à vontade com seu ar de bad boy e fazia questão de exibir alto tanto o cigarro quanto o aparato eletrônico. Nenhum funcionário teve coragem de pedir ao homem que apagasse seu cigarro. Simplesmente me retirei do lugar e procurei outro estabelecimento. Ainda bem que poucos fumantes têm essa atitude.

Na cabeça de ostra daquele homem, ele certamente estava arrasando.

11 comentários:

Diva disse...

Mas Nagado, isso porque você é calmo, paciência oriental...se fosse um cabra da peste brabo do interior daqui de pernambuco, já chegava dando voadora nele e dizendo "tu é grande már num é dois, apague isso seu baitola!!" kkkkk brincadeira. Mas é bem verdade isso que você falou. Só que quem é rico mesmo, num fica exibindo cacarecos eletrônicos comprado na muamba da cunhada que foi a Miami ou parcelado em 24 vezes no carnê. Esses que se exibem são justamente os que enchem os olhos com o muito pouco que tem e acham que esse pouco os torna "muito", incluindo com o direito de achar que pode passar por cima do direito dos outros. É olhar, rir por dentro e lamentar. Boa sorte na sua próxima vez no café ! ^^

Takeshi Ishii disse...

É, dá dó desses caras que acham que tem poder.

Alexandre Nagado disse...

Diva, se tem uma característica oriental que eu não possuo é a paciência... Quem me conhece sabe.

Acontece que eu estava apressado e bastante concentrado para a reunião importante que eu teria a seguir. Senão, teria chamado o gerente. Coisa, aliás, que vivo fazendo.

Até mais!

Michel disse...

Ufa, pensei que você ia se levantar e se dirigir a mesa do tal homem! O ideal seria chamar o gerente mesmo, apesar de poder vir a ser uma situação desagradável.

Marisol Maryline disse...

Olá!
Indiquei o blog ao selo Premio Dardos.
O link é: http://marisol-maryline.blogspot.com/2009/02/selos.html

Espero que tenha gostado. ^^
Bom final de semana!

sandra monte disse...

Ah meu, nestas horas, impera a birra e arrogância do leonino de ser... Ou seja, eu.

Eu teria feito questão de fazer um pedido, dar um tempo até prepararem o mesmo e depois cancelar. Eu faria questão de dizer ao gerente que eu estava me retirando devido ao cheiro da fumaça.

Só dai o estabelecimento iria sentir no bolso o preço da própria displicência...

E sim, nestas horas eu sou muito má!

Alexandre Nagado disse...

Valeu a indicação, Marisol, obrigado!!

:-)

Alexandre Nagado disse...

Em 2003, eu estive em BH, no FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos. Numa noite, estava jantando com outros convidados e participantes quando chegou um professor universitário amigo de alguns dos presentes. Era um senhor oriental e ele se sentou do meu lado. No final do jantar, ele sacou um maço de cigarros e eu logo disse: "Por favor, não vai acender isso aqui". Ele ficou p. da vida e falou: "Porra, garoto!!"

Em consideração aos amigos dele, apenas fiz cara séria e repeti o pedido e o encarei. Ele ficou possesso, não acendeu a droga do cigarro, virou a cara pra mim e logo foi embora. E o cara tinha idade pra ser meu pai...

Por outro lado, no mesmo evento, em outra refeição, os quadrinhistas Rod Reis e André Kitagawa também queriam acender um cigarrinho depois de comer e eu, claro, fiz o mesmo pedido. Como o Rod e o Kitagawa são caras civilizados (além de inegavelmente talentosos), não teve stress nenhum e cada um respeitou o outro.

Educação faz toda a diferença do mundo.

PS: Mas você deu uma idéia ótima, Sandra. Tá anotado pra fazer da próxima vez, ah ah!.

Michel disse...

Nagado, mas tem que ver até que ponto vale a pena "comprar uma briga". Muitas vezes, você pode começar o dia acumulando um estresse desnecessário. Não estou dizendo para sermos passíveis. Eu mesmo também detesto coisas irregulares, e por mim, saíria dedurando e apontando o dedo pra todo mundo. Mas sempre na hora H, acabo desistindo. Até uma vez, o sachô da empreiteira disse em reunião, para "dedurar", quem presenciasse alguém desrespeitando regras, mas isso não é do meu feitio. Teve até um drama que abordou essa questão da educação, na qual a mãe de um aluno de escola primária tentava sempre fazer justiça com as próprias mãos, quando presenciava alguma irregularidade, mas as consequências acabavam voltando contra ela mesma. Talvez eu possa estar errado na minha forma de pensar...
Mas falando do seu caso, ao sair do estabelecimento sem consumir, você acabou se encaixando na frase que tu havia postado, "os incomodados que se mudem".

Alexandre Nagado disse...

A frase "Os incomodados que se mudem" é uma droga quando é o pensamento da pessoa que está incomodando. No caso, o fumante metido do caso.

Quando é praticada por alguém que se sentiu incomodado, aí é gesto de protesto. Ao menos, penso assim.

Guyferd disse...

Na nossa sociedade (estou falando pelo menos aqui de Porto Alegre - RS, das situações que eu vivo) tudo é "jeitinho brasileiro".

E se você contrariar este jeitinho brasileiro, aí você é que é o errado, todos passam a te ignorar ou a te tratar com desprezo.

O ideal mesmo é dizer "tá, meu! e aí? não tá vendo que essa espelunca tem regra pra não fumantes?!"

Bom, sei lá, eu acho que no final das contas, se ninguém do estabelecimento tem coragem pra cuidar dos interesses da maioria dos clientes não fumantes, não merecem meu dinheiro.

Hoje em dia se a gente ficar quieto pra cada vez que pisam na nossa cara, sinceramente, melhor pular de um precipício.


Quanto ao idiota ostentando um celular, é incrível! Os que chegam aqui são porcaria perto dos lançados em países de ponta, e ainda assim ficam se achando.

Eu por mim nem teria celular. Sempre achei que os computadores dominariam, mas celular pra mim é uma chateação.