terça-feira, 30 de setembro de 2008

MUDANÇA ORTOGRÁFICA

Com a aprovação do presidente Lula, entra em 2009 o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que vai unificar a língua escrita de Brasil, Portugal, Angola e demais países que praticam o idioma lusitano.

Ontem, em seu Blog dos Quadrinhos, o jornalista Paulo Ramos abriu a discussão aos seus leitores, que se dividiram sobre o caso.

Acho esse acordo uma bobagem enorme. Baixei no iG o manual com as novas regras e vi que há pontos conflitantes e em aberto, sobre os quais haverá muita discussão ainda. Ou seja, vai se perder ainda mais tempo. De positivo, só a volta do K, W e Y, que na prática nunca saíram do vocabulário, visto que nunca deixaram de aparecer em "km", "kg" e em nomes próprios.
Também no iG, Mônica Magalhães exemplifica de modo hilário como, mesmo com a unificação da forma escrita, o português brasileiro continuará sendo diferente do original. Confira aqui o texto que inspirou minha charge. (clique na imagem para ampliar)

Minha opinião foi registrada neste blog em julho. Confira aqui.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

NOTÍCIAS RÁPIDAS

A quem interessar possa, algumas novidades que estão em andamento:
Jam Session: A livraria especializada em quadrinhos HQ Mix, do casal Gualberto e Dani, está organizando seu projeto Jam Session, que visa reunir vários artistas para produzir uma história em quadrinhos coletiva. O primeiro cria uma página, que deve ser continuada pelo artista seguinte do jeito que quiser, e assim por diante. Um a um, os autores vão criando uma obra e acrescentando sua visão pessoal. O formato é bem interessante e é a segunda vez que fazem algo do gênero. Não pude participar da primeira vez que fui convidado, mas nesta nova empreitada, já confirmei minha participação. Acho que vai ser bem divertido. Depois eu conto sobre os bastidores dessa HQ-evento.

Desenhos pra livro: Estou bastante ocupado produzindo uma série de ilustrações para um livro com um tema que me interessa muito: as técnicas de oratória, essenciais para qualquer professor, palestrante ou comunicador. O autor sabe muito bem do que está falando e esse é um livro que eu leria de qualquer maneira. Estar envolvido com a produção torna tudo ainda mais interessante. Mais pra frente, eu postarei um preview do material e divulgarei as datas de lançamento da obra.

Recorde de visitas: Ontem, este blog bateu mais de 180 visitas!! Tudo por causa da repercussão da peça O Caderno da Morte, que começou a ser divulgada por mim aqui no Sushi POP. Muitos sites reproduziram a informação, citando a fonte. E está acontecendo de novo algo que comentei dias atrás: alguns sites estão me chamando de jornalista, coisa que não sou. Mas poderia ser, visto que na década de 1960 o ofício de jornalista não dependia de diploma, mas sim de atuação no mercado. Mas isso é assunto pra debater em outra ocasião...

Cultura Pop Japonesa: Tenho duas novas palestras agendadas para outubro: dia 1º (quarta), vou proferir palestra sobre mangá e cultura pop japonesa para os alunos da faculdade UniBan, de Osasco, como parte de um evento temático sobre cultura japonesa em homenagem ao Centenário da Imigração. E no dia 19 (domingo), voltarei ao Instituto Cultural Gambaru, com uma palestra similar, aberta ao público. Na palestra, falo sobre as origens do mangá e do animê, a presença dessas mídias no Brasil e respondo a perguntas do público. A base da palestra é o meu livro Almanaque da Cultura Pop Japonesa. Depois, passo as informações.

É isso. Ufa!
Atualização: No dia 24, este blog bateu novo recorde: 310 visitas!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Papo com o ator Miguel Atênsia, de "O Caderno da Morte" (Death Note)

O enigmático e excêntrico "L",
na versão teatral brasileira.
Foto: Alexandre Sales

O ator Miguel Angelo Atênsia é natural de Campinas (SP) e tem 25 anos. Formado em artes cênicas pela Unicamp, está no elenco da peça O Caderno da Morte, baseado no famoso mangá Death Note (notícia dada em primeira mão aqui neste blog). Seu personagem será o detevive L, que persegue o responsável por escrever os nomes das vítimas no misterioso caderno.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

ALMANAQUE DO CENTENÁRIO

Um registro interessante, antes tarde do que nunca:

A Editora Escala lançou, há alguns meses, o livro Almanaque do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, uma obra de 162 páginas, repleta de imagens históricas e relatos preciosos. Os autores são Daniel de Rosa, Ricardo Cruz e Minami Keizi. Além de um grande número de informações sobre a cultura japonesa e sua presença no Brasil, há capítulos sobre a vida de Cláudio Seto, Lucy Saratani, Noryuki Sato, Isidoro Yamanaka, Jorge Okubaro, Ryoki Inoue, Minami Keizi e este que vos escreve. Meu depoimento ocupa 6 páginas e foi feito com foco em minha relação com a cultura pop japonesa, que vem desde minha infância. Dois trechos eu reproduzo abaixo:

MINHA LIGAÇÃO COM O LADO POP DO JAPÃO

Entre japoneses e seus descendentes, há diferentes definições étnicas, conforme o grau de ascendência. "Issei" é o japonês nativo. "Nissei", o termo mais popular, é o filho de japoneses e "sansei", é o neto ou nikkey de terceira geração. Há ainda os "yonsei" (quarta geração), “gossei” (quinta geração) e por aí vai. Sou resultado da união das famílias Nagado, Uema, Nohara e Yamashiro, todas provenientes de Okinawa, na parte sul do Japão. Para muita gente, Okinawa é algo à parte dentro do território japonês. Um reino anexado ao Japão no século XVI, o povo de Okinawa (ou Uchiná) tem língua, tradições e traços físicos diferentes da maior parte do arquipélago japonês.

Mesmo sendo um descendente sem mistura racial e tendo sido criado até os 12 anos com a presença marcante de meu avô materno, tive uma criação bem mais ocidental que muitos amigos também descendentes que estudavam comigo. Por outro lado, me interessava muito por um lado do Japão não muito ligado às tradições ancestrais, que eram os desenhos e seriados que via na TV. E havia também o mangá, que eu descobri na escola onde fiz pré-primário. Desde pequeno, gostava de desenhar e fazia isso o tempo todo, em grande parte, motivado pelo que eu lia e assistia.

PRIMEIROS CONTATOS

No início, o que me moveu a querer ser desenhista foi gostar de quadrinhos. Eu lia de tudo, como Mônica, Capitão América, Mortadelo & Salaminho, Tio Patinhas... E assim, ficava criando minhas próprias histórias, durante minha infância na década de 1970. Na TV, assistia Batman, Os Monkees, Viagem ao Fundo do Mar, Os Impossíveis e tantos outros. Mas o que eu mais curtia era mesmo ver seriados japoneses de animê (animações) e tokusatsu (filmes e séries com efeitos especiais), apesar de na época nem imaginar tais definições. Assisti Ultraman, Ultra Seven, Robô Gigante, Speed Racer, A princesa e o cavaleiro, Sawamu, Fantomas e outros, especialmente na TV Record e na extinta TV Tupi. Na Record, inclusive, havia o “Especial do Mês”, um filme que era anunciado como uma grande atração. E na época, a garotada levava a sério e aguardava ansiosamente pelos “grandes clássicos” programados. Entre filmes de ficção científica “B”, faroeste italianos e pancadarias de Hong Kong com imitadores de Bruce Lee, havia os filmes de monstros gigantes (chamados no Japão de “kaiju eiga”), como “A fuga de King Kong” (a divertida versão nipônica do famoso gorila), Godzilla versus King Kong, Gamera contra Barugon, Ataque dos Monstros e muitos outros.
....

Em 1991, enquanto eu ainda fazia roteiros para a Abril, descobri o livro Mangá – O poder dos quadrinhos japoneses (reeditado pela Ed. Hedra), da pesquisadora Sonia Luyten, o que abriu meus olhos para a possibilidade de um trabalho sério de pesquisa sobre mangá e afins. Ao comprar uma edição de 1992 da revista SET – Terror e Ficção (Ed. Azul), vi anunciarem para a edição seguinte, uma matéria sobre Ultraman. Como eu tinha algum material de referência, me dispus a ajudar. Liguei na redação, conversei com o editor Carlos Eduardo Miranda (que anos depois seria jurado do programa Ídolos, do SBT) e ele me contou que ainda não havia um autor escolhido, apenas era um assunto que ele achava legal e estavam fazendo uma pesquisa coletiva pra matéria. Ele então perguntou se eu não gostaria de fazer um teste de redação. Escrevi uma resenha que foi bem recebida e acabei tendo a chance de estrear como redator, num texto pequeno sobre Ultraman, depois de pesquisar algumas revistas importadas.
Depois, veio uma reportagem maior sobre monstros japoneses. Além de puxar muita coisa de memória daquelas sessões na TV Record, pesquisei dados de jornais da colônia sobre alguns filmes exibidos nos extintos cinemas da colônia japonesa, como o Niterói e o Shochiku, que eu nem cheguei a conhecer. Aliás, como era difícil conseguir informação naquela época!

(Depoimento completo exclusivamente no Almanaque do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil - Ed. Escala)


- Compre aqui (Site da Escala, de responsabilidade exclusiva da empresa.)

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

UM PAPO SOBRE A IMPRENSA ESPECIALIZADA

Com frequência, sou procurado por estudantes de comunicação, artes ou jornalismo para fornecer informações para teses ou TCCs (Trabalho de Conclusão de Curso) sobre mangá e cultura pop japonesa, apesar de não ter vindo do meio acadêmico. Um dos contatos mais recentes foi com o Glauco Benetti, que mandou algumas perguntas que reproduzo abaixo, por serem relevantes aos temas abordados aqui no blog.

Porque a mídia televisiva e a impressa dão pouco destaque para a cultura pop japonesa?
- Talvez porque as pessoas que mandam nas redações sejam de outra geração, sem afinidade com esses fenômenos mais recentes. Os jornalistas ainda tentam entender essas coisas estranhas que vêm do Japão... :-)


Qual a sua formação? Voce não é jornalista, ou estou enganado?
- Realmente, não tenho formação universitária. Por isso sempre me apresento como redator.


Você acha que publicando matérias/colunas está suprindo a falta de jornalistas especializados nessa área?
- Essa imprensa nasceu do meio dos fãs e de certa forma é assim até hoje. Na época da revista Herói, os redatores eram remunerados. Hoje, com a internet suprindo as informações e cada vez mais gente escrevendo sobre isso, tudo virou meio fanzine. Os redatores da maioria dos sites sobre mangá e animê não ganham nada, pois os sites mal geram renda pra se manter no ar. Tudo fica sendo "pra divulgação". Então, é inviável pra um jornalista formado (ou adulto que se preze) querer viver disso, a menos que consiga se empregar em uma empresa de comunicação séria que, entre outros assuntos, tenha espaço para cultura pop em geral e, eventualmente, a japonesa.

Quando você escreve alguma matéria, quais os critérios de redação que você usa? (jornalismo on-line sempre requer paragrafos curtos, notícias condensadas, hiperlinks...)
- Ainda estou me adaptando à internet e tenho certa resistência a parágrafos muito curtos. Acabo escrevendo igual seja para sites ou para revistas. Mas sempre li textos técnicos e manuais de redação para me informar e atualizar. Sempre procurei colocar tudo no contexto, escrever de forma clara e, quando possível, coloquial. Isso me abriu portas para escrever profissionalmente, mas também criou críticos ferozes no meio dos fãs, que acham que eu escrevo coisas óbvias, para não-iniciados. Meus textos já foram editados e aprovados por jornalistas experientes e felizmente nunca questionaram o fato de eu não ter formação. Mas já vi ficarem meio surpresos e até indignados por eu "me passar por jornalista", mesmo que eu nunca tenha dito que era um.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

DEATH NOTE NO TEATRO

No próximo dia 9 de outubro, estréia em São Paulo, capital, a peça O Caderno da Morte, adaptação teatral devidamente autorizada do aclamado mangá Death Note. Na trama, um misterioso caderno causa a morte de quem tem o nome escrito nele e é encontrado pelo estudante Light Yagami. Depois de constatar o assombroso efeito, ele começa a exterminar criminosos, ganhando a alcunha de Kira (pronúncia ajaponesada para "killer"). Logo ele passa a ser caçado por L, o maior detetive do mundo, e tem início uma perseguição implacável.

Criado por Tsugumi Ohba e Takeshi Obata, Death Note foi publicado no Japão na revista semanal Shonen Jump entre 2003 e 2006, gerando depois 12 volumes encadernados, publicados no Brasil pela editora JBC. A Shonen Jump foi também o berço de sucessos como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball, Yu Yu Hakusho e Samurai X, entre outros. Death Note também foi adaptado para uma série em animê, ganhou filmes live-action para cinema, virou romance em livro e até games. E agora é uma peça de teatro encenada pelo grupo Cia. Zero Zero de Teatro, com direção de Alice K.

O elenco tem o meu amigo Miguel Atênsia, que gentilmente passou as informações e concedeu uma pequena entrevista, que logo vou postar aqui no Sushi POP.

O Caderno da Morte - Death Note
De 9 de outubro a 23 de novembro
Quintas e sábados: 20h00
Sextas: 16h00 (a partir de 31/10) e 20h00
Domingos: 18h00

SESI Leopoldina
Rua Carlos Weber, 835 - Vila Leopoldina
São Paulo/ SP
(11) 3883-1093
- Entrada gratuita

Ficha Técnica
Direção: Alice K.
Adaptação teatral: Cia. Zero Zero de Teatro
Dramaturgia: Bruno Garcia
Direção de produção: Carla Estefan
Assistente de produção: Mariana Santos
Figurinos: Patrícia Brito
Cenografia: Laura Marc
Sonoplastia: Greg Slivar
Projeção: André Menezes
Iluminação: Eduardo Albergaria
Material gráfico: Gustavo Valezi

Elenco: Bruno Garcia, Miguel Atênsia, Rudson Marcello, Thais Brandeburgo, Vinicius Carvalho

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

FINAL DE SEMANA TEM ULTRAMAN NO BRASIL E NO JAPÃO

Amanhã, dia 13 de setembro, o canal pago Cinemax vai exibir pela primeira vez no Brasil o longa-metragem Ultraman Moebius & Ultraman Brothers, produção de 2006 que reuniu 7 heróis da franquia Ultraman.

O filme é centrado no jovem Ultraman Moebius (leia "Mebius"), que vem à Terra e assume a identidade humana de Mirai Hibino,
membro da equipe de agentes especiais Crew GUYS. Mirai veio atrás de seus heróis, o Ultraman original, Ultra Seven, Ultraman Jack e Ultraman Ace, que desapareceram há 20 anos após enfrentar um monstro chamado U-Killer Saurus, controlado por Yapool, velho inimigo de Ace. O que ele descobre é que os lendários heróis, após vencerem o monstro, conseguiram somente aprisioná-lo no fundo do mar. Com pouca energia devido à manobra que selou a criatura em uma prisão energética, os quatro veteranos passam a viver em Kobe para vigiar de perto a prisão do monstro.

Planejando reviver o U-Killer Saurus para utilizar seu poder, vêm à Terra quatro invasores: Gutts (cuja raça derrotou e crucificou Ultra Seven no passado), Zarabu (mestre dos disfarces e antigo rival do Ultraman), Knuckle (dos Poderosos do Espaço, que derrotaram Ultraman Jack) e Templar (velho inimigo dos Ultra Brothers). O surgimento dos invasores e a derrota de Moebius faz os velhos heróis se transformarem e entrarem em ação como antigamente. Durante a batalha, mais dois Ultras vêm do espaço para ajudar: Zoffy e Ultraman Taro. Em meio a toda a ação, Mirai ainda precisa ajudar o pequeno Takato, irmão da oceanógrafa Aya, a recuperar sua auto-estima, coragem e confiança, abaladas depois do ataque de um monstro gigante.
Ágil e divertido, o filme deve agradar em especial os fãs antigos, pela quantidade de referências ao passado. A direção é de Kazuya Konaka e o elenco tem Shunji Igarashi (Mirai Hibino), Susumu Kurobe (Hayata), Koji Moritsugu (Dan Moroboshi), Jiro Dan (Hideki Goh), Keiji Tamamine (Seiji Hokuto) e Aiko Ito (Aya Jinguuji).

No Cinemax, o filme vai passar no dia 13/ 09 (sábado), às 13h45 e 16h15 e no dia 21/09 (domingo), às 06h30 e 10h00, com som original e legendas em português.

No mesmo dia, estréia nos cinemas do Japão o longa Dai Kessen! Ultra 8 Kyodai, obra com 8 Ultras que encabeçaram séries próprias. Leia mais sobre esse novo filme
aqui.

Muitas informações sobre o filme podem ser encontradas no blog Universo Otaku, do meu amigo Michel Matsuda.

FALANDO DE MÚSICA

Por ouvir muita “música de velho” (pop-rock dos anos 60 e 80), não sou exatamente um cara antenado com o cenário musical, mas vez por outra alguma coisa me chama a atenção (tardiamente), como foi o caso do White Stripes e do Franz Ferdinand.

E também foi assim com a inglesa Amy Winehouse, que eu vim a saber da existência primeiro por conta dos barracos dela que vivem saindo na imprensa. “You know I´m not good”, escrita por ela própria, é uma grande canção e vai ser lembrada por muito tempo por aqueles que a ouviram. Infelizmente, parece que ler sobre a morte dela por overdose ou por um acidente causado por ingestão de entorpecentes parece questão de tempo. Espero que eu esteja errado, pois ela tem uma poderosa voz e músicas muito legais. Só pra registrar: ela completa 25 anos no próximo dia 14.

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Navegando pela área Free Music do site Anywhere.fm, descobri uma banda canadense muito legal chamada Vanderveen, com uma canção chamada “Weekend full of weekends”, que imediatamente grudou nos meus ouvidos. Eles fazem um rock simples com uma pegada forte e vibrante. Gostei e recomendo.

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Geralmente, quem diz que “ouve um pouco de tudo” se limita a ouvir o que a mídia empurra goela abaixo, sendo desprovido de opinião. Uma vez, disse a um amigo que ouvia diferentes gêneros musicais, mas que não curtia pagode, axé, sertanejo e dance (depois, o rap e o funk iriam se juntar à lista). A pergunta dele: “Ué, você ouve o quê então?”

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

MANGÁ E TEATRO

Mangás de sucesso tradicionalmente geram versões em animês, mas também muitos já ganharam versões live-action, seja de produções tokusatsu (de efeitos especiais) ou dramas (tipo novela). Games, versões em livro e RPGs também fazem parte do cardápio tradicional de adaptações. O teatro também já bebeu na fonte dos mangás, mas esse é um lado pouco conhecido no ocidente, até pela natureza do teatro, que deve ser encenado em um palco e assistido ao vivo.
Agora, um famoso mangá irá ganhar uma versão teatral brasileira com um talentoso grupo de atores, em um projeto que promete grandes repercussões. Aguarde maiores informações.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

MANGÁ NO SESC IPIRANGA

No dia 11 (quinta), começo mais uma oficina de mangá, desta vez no SESC Ipiranga. Serão 12 aulas, ministradas toda quinta, das 17 às 20h00, dentro do programa Artes e Tradição Japonesa, outra atividade em homenagem ao Centenário da Imigração Japonesa. Já realizei diversas oficinas em diferentes unidades do SESC (incluindo essa do Ipiranga) e sempre é uma entidade ótima para se trabalhar.

A oficina é grátis, mas só é possível participar se o aluno assistir desde a primeira aula. E como o
curso é limitado a 20 vagas e é voltado para alunos de 12 a 18 anos, é preciso fazer inscrição antecipada.

SESC IPIRANGA
Rua Bom Pastor, 822 - Ipiranga - São Paulo/ SP
Telefone: (11) 3340-2000
e-mail: email@ipiranga.sescsp.org.br

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Grandes Finais de Séries Clássicas

No ano passado, compilei dezenas de matérias sobre mangá, animê e tokusatsu e publiquei o Almanaque da Cultura Pop Japonesa (Ed. Via Lettera), que chegou a ser indicado ao prêmio HQ Mix como melhor livro teórico. Durante o processo de elaboração e seleção de material, vários textos acabaram ficando de fora por questões de espaço, mesmo que o projeto do livro tenha saltado de 120 para 224 páginas. Um deles eu resolvi mostrar aqui no blog. Foi publicado originalmente em duas partes na extinta revista Henshin (Ed. JBC) em 2001. É um texto que relembra alguns finais de séries japonesas que eram conhecidas até então e é ideal pra quem passou dos 30 ou 40.


GRANDES FINAIS

Conheça os finais mais emocionantes das sagas dos maiores heróis do Japão

Qualquer um que assista animês ou seriados tokusatsu sabe que há grandes diferenças entre uma série japonesa e uma americana. Em termos de história, a maior é que as japonesas têm uma estrutura mais próxima da novela - com começo, meio e fim - com um enredo mais abrangente do que a trama do episódio isolado, que vai se resolvendo aos poucos até o final definitivo. Seja a morte do vilão – ou em alguns casos do próprio herói -, seja algo que acontece para mudar a vida dos personagens centrais para sempre, o capítulo final é algo lembrado com emoção pelos fãs.

Esta seqüência de matérias especiais sobre os grandes finais de séries japonesas tem o objetivo de relembrar momentos marcantes para fãs de várias idades. E também para levantar discussões, refrescar a memória de quem viu e deixar quem não viu sabendo como foi.

Ultraseven

A saga do maior guerreiro da Nebulosa M-78 terminou em um episódio duplo dos mais dramáticos. Na primeira parte. Dan Moroboshi – a forma humana de Seven na Terra – sente-se fraco devido à longa permanência longe de seu planeta. Mas ele se recusa a voltar, pois os perigosos aliens Ghost estão na Terra. No fatídico final, ele revela sua identidade à sua amada Anne numa cena emocionante, filmada em silhuetas e com uma forte música clássica ao fundo, o "Concerto para piano em lá menor - Opus 54", do compositor alemão Robert Schumann, que se estende até o desfecho da luta contra o monstro Pandon. Arrepiante!

Após vencer o último monstro, voa de volta para M-78, observado por seus amigos do Esquadrão Ultra. Depois de mostrar Anne em lágrimas, a última imagem era a de Ultraseven voando rumo ao infinito, enquanto apareciam no céu imagens de Dan Moroboshi. Ao fundo, a música-tema do herói era tocada. (Exibição original no Japão: 08/09/1968)

Sawamu, o Demolidor

Desenho biográfico do lutador Tadashi Sawamura (chamado aqui de Savamu), esse clássico da Toei Animation (chamado originalmente de Kick no Oni ou O Demônio do Chute) teve um final muito bem bolado. Sucesso na TV Record até o início dos anos 80, o 26º - e último – episódio mostrava a revanche entre Sawamu e Ponshai Sheriakan – O Lagarto de Fogo, contra quem havia empatado antes. 

Embora tenha vencido, Sawamu acaba muito ferido. O herói, então, é mostrado no ringue num combate que culmina com seu golpe Salto no Vácuo com Joelhada. No momento do impacto, a imagem é congelada e assim termina a série. A sequência era a mesma que abria o primeiro episódio, seguida por uma narrativa de Sawamu lembrando o quanto batalhou até chegar a ser campeão de kickboxe – o final fechou o ciclo com o primeiro episódio. (Exibição no Japão: 26/03/1971)

Black Kamen Rider

O episódio final nunca exibido no Brasil começava onde o penúltimo havia parado: Shadow Moon pilotando a moto Battle Hopper e atacando Black. O herói contra-ataca reassumindo seu elo mental com a moto viva, que reage e acaba destruída pelo vilão. A explosão fere mortalmente Shadow Moon, que se refugia na base Gorgom. Black, empunhando a espada Sabre Satã, enfrenta o inimigo. A condição de Shadow Moon é crítica, mas ele decide morrer lutando. Antes, ele recupera sua consciência humana e energiza o Sabre Satã, que é usado por Black para destruir o Grande Rei Gorgom.

Fugindo da explosão da base, Issamu vê o corpo inerte de Shadow Moon. Tendo perdido o contato com sua irmã de criação Kyoko e Satie (a namorada de Nobuhiko), que fugiram para os EUA durante o ataque Gorgom, o herói parte para nova vida. Antes de ir, ele passa na lanchonete onde vivia, olha as fotos e recorda o passado com a sensação amarga de ter falhado. Resignado, ele parte rumo a novas aventuras, que seriam mostradas na série Kamen Rider Black RX. (Exibição original no Japão: 02/10/1988)

Street Fighter II – V

O encerramento da série dos lutadores do famoso game foi bombástico: enquanto Ken e Ryu enfrentavam Bison, Guile tentava conter o ataque de uma hipnotizada Chun Li. O final em que Bison é vencido mostra uma das sequências de lutas de artes marciais mais movimentadas dos animês com cortes rápidos de cena e, ao som de uma música composta especialmente para aquele momento, se tornou inesquecível.


O desfecho era previsível e a série já se arrastava, mas a direção do cineasta Gisaburo Sugii deu um tom grandioso ao final de SF II – V. (Exibição original no Japão: 27/11/1995)

Cybercop

A produção pobre tirou o brilho dessa série cheia de boas histórias e personagens marcantes. No episódio duplo final, o Barão Kageyama desliga o computador-líder Fuhrer, absorve seu poder e parte para o ataque. 


A inimiga Luna, por ser apaixonada por Marte, se rebela e acaba morta pelo Barão. Finalmente, os Cybercops se reúnem para enfrentar o tirano, e aparentemente triunfam. A energia dimensional liberada na batalha cria um portal que permite a Lúcifer e Júpiter a voltarem a sua era (eles haviam vindo do futuro). Tomoko, assumindo seu amor por Júpiter, vai junto. Quando estavam prestes a entrar no portal dimensional, o vilão ressurge e tenta alcançá-los. Então Marte salta para impedí-lo. Uma grande explosão faz desaparecer os dois inimigos. Os remanescentes acreditam que o herói morrera, mas eis que ele reaparece para celebrar a vitória com os amigos.

Mesmo sem uma boa produção que valorizasse as batalhas, o final de Cybercop empolgou os fãs pelas grandes reviravoltas na história – embora suas conclusões fossem previsíveis. Pena que este final, assim como o de Black Kamen Rider – nunca passou no Brasil, mas isso já é outra história. (Exibição original no Japão: 05/07/1989)

Pirata do Espaço


O 36º episódio do famoso anime visto na TV Manchete nos anos 80 fechou a série de maneira épica. O maligno Imperador Geldon e seu conselheiro, o Chefe Golem, comandam o gigantesco Robô-Bomba Gailar 5 num último ataque.

Após a violenta batalha que termina com a vitória do Pirata do Espaço, os pilotos Joe e Rita se despedem com muita tristeza, sem conseguirem revelar seus sentimentos um para o outro. Chorando enquanto pilota sozinho o Pirata do Espaço, Joe vê uma nave levando Rita, seu pai e amigos de volta ao distante planeta Gailar. Quem assistiu chorou também. (Exibição original no Japão: 31/03/1977)

Metalder, O Homem-Máquina


Esqueça a montagem picareta que transformou Metalder (junto com Spielvan) na lamentável série americana VR Troopers. A série original, exibida pela TV Bandeirantes nos anos 80, foi densa e dramática do começo ao fim. O vilão Neroz destrói o Dispositivo Gravitacional no cinto de Metalder – o que pode gerar uma explosão que arrasaria o Japão. Neroz se oferece para consertá-lo em troca da lealdade do herói. Ele se recusa, degolando o tirano com seu golpe Punho Titânico.
Finalmente, Metalder é encontrado por sua amada Maya e por Satoru, que disputava com ele o amor da fotógrafa. O herói pede que Satoru use uma espada do inimigo para destruir o Dispositivo Gravitacional – mas isso eliminaria o lado humano dele, chamado de Hideki Kondo, e o mataria. O país, no entanto, seria salvo. Satoru hesita, mas concorda com o amigo. Ao ser golpeado, Metalder emite uma luz ofuscante que afasta Satoru e Maya. O espírito do herói se despede do casal numa tocante cena final. O título já dava o tom grandioso: “Eternamente Metalder”. (Exibição original no Japão: 17/01/1988)

Zillion

Sucesso na Globo e na TV Gazeta, esse anime tinha como marca registrada o humor. O final, porém, mostrou os heróis em situações extremas de combate contra os invasores Noza e a comédia foi ficando de lado. Usando suas últimas cargas de munição das pistolas Zillion, os White Knights derrotam os inimigos e encurralam a terrível Rainha Adami. A inimiga morre tendo em seus braços um ovo que daria início a uma nova colônia de Nozas.
Com a missão cumprida e voltando para casa, os heróis JJ e Champ, mesmo feridos, terminam a série fazendo o que sabem de melhor: brigar como doidos pela atenção da curvilínea parceira Apple. A última imagem mostrava a sapeca atiradora empinando sua moto e derrubando os dois folgados da sua garupa. (Exibição original no Japão: 13/12/1987)

Maskman

A saga dos Defensores da Luz Maskman terminou preservando a marca da série: ação com pitadas de romance. Desde o primeiro episódio, o herói Takeo (o Red Mask) lutava para resgatar sua amada Miho, na verdade a princesa Yan, traidora do Império Tube.
Tendo conseguido isso nos episódios finais, a batalha derradeira dos heróis mostrou o grupo enfrentando o Rei Zeba em sua forma monstruosa. No auge da luta, Igan, a irmã gêmea maligna de Yan, se arrepende e une forças contra Zeba. Após a derrota do demônio, porém, Takeo não fica com sua amada. Em vez disso, Yan parte para liderar a reconstrução do Reino Subterrâneo, arrasado pela tirania do vilão vencido. (Exibição no Japão: 20/02/1988)

Nota do autor:
Desde criança, sempre tive em mente que as séries japonesas eram como novelas, sempre tendo um último capítulo. Fazer essa listagem com alguns finais memoráveis foi difícil, mas procurei valorizar produções antigas e meio desconhecidas para a geração que iria ler a matéria. Outros finais eletrizantes foram os capítulos finais de A princesa e o cavaleiro, Sailor Moon (primeira fase), Ultraman Tiga, Jaspion e Changeman.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

RABISCANDO DURANTE A AULA...

Um estudo rápido feito com referência fotográfica. Trabalhando com caricaturas e desenho de bonequinhos, sinto falta de desenhar figuras mais realistas. Não que desenho realista seja o meu forte, mas gosto de praticar quando posso.

NOVAS BUGIGANGAS NO BLOG

Se você ainda não reparou, na lateral direita da tela eu adicionei algumas funcionalidades bacanas neste blog. Tem um preview de eventos sobre cultura japonesa e também de blogs interessantes, além de um sistema de notificação de atualizações para quem usa leitor de feeds RSS. Confere lá.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

OS PREMIADOS DO SALÃO DE PARAGUAÇU

Voltando a falar sobre o Salão Internacional de Humor de Paraguaçu Paulista, o Blog dos Quadrinhos publicou todos os trabalhos premiados. Fico muito satisfeito e honrado por ter participado da seleta votação e ter influenciado decisivamente em algumas escolhas do júri.
As obras podem ser conferidas aqui.

CARTUM PAGODEIRO

Este cartum ao lado eu produzi para um folheto de divulgação de um festival de pagode. Apesar de não possuir absolutamente nenhuma afinidade com o gênero, é a segunda vez que assino um trabalho relacionado.
Na década passada, a editora Jazz lançou uma edição da revista em quadrinhos sobre o grupo Negritude Jr., que tinha um roteiro meu. Foi inclusive um trabalho que gostei muito de fazer, pois era uma história de humor, uma área que também me interessa muito. E os caras do Negritude foram muito gente fina com a equipe de quadrinhistas.