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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Maison Ikkoku - Uma série recomendada

Meu mangá favorito de todos os tempos é Maison Ikkoku, que li através de sua tradução em inglês para a VIZ Comics dos EUA. Maison Ikkoku foi produzido por Rumiko Takahashi, a mesma autora de Ranma 1/2 e Inu-Yasha, séries mais conhecidas no Brasil.

A obra conta a vida do estudante Yusuke Godai, morador da pensão Maison Ikkoku, que não é exatamente um vencedor na vida. Sempre sem dinheiro e sonhando com uma boa carreira após a faculdade, o batalhador rapaz tem uma vida amorosa pra lá de mal resolvida, ou melhor, platônica. Ele é apaixonado pela gerente da pensão, a bela e jovem viúva Kyoko Otonashi. Godai é inseguro e nunca consegue dar um passo firme em direção a Kyoko. Ela, por sua vez, é devotada à memória do falecido Soichiro (que também é o nome do cachorro dela), mas aos poucos também se interessa pelo rapaz, que é alguns anos mais novo do que ela. Pra complicar, Kyoko sai com seu treinador de tênis, o conquistador Shun Mitaka, que é apaixonado por ela e não mede esforços para humilhar seu rival. Godai, sem saber direito como disfarçar, começa a se encontrar com a insistente colega Kozue, que é apaixonada por ele.

Voltado para o público jovem adulto, o mangá foi publicado de 1982 a 87 na revista Big Comics, da editora Shogakukan, que depois compilou a história em 15 volumes. Maison ganhou muitos fãs adolescentes quando foi realizada sua versão em animê, numa produção da Kitty Film. A série teve 96 episódios entre 1986 e 88, mais um especial de cinema em 88 e um de vídeo em 90, fora uma novela.

Não por acaso, dediquei à série duas páginas do meu Almanaque da Cultura Pop Japonesa (de onde tirei um trecho desta postagem).

MAISON IKKOKU: AS MÚSICAS



Maison Ikkoku também foi sucesso nas rádios. Seu terceiro tema de abertura, a música “Suki sa”, do grupo Anzen Chitai (um dos mais populares da década de 1980), chegou ao topo das paradas. O Anzen-Chitai foi formado em 1973 por uma turma de jovens colegiais e teve vários integrantes até que estreou em 1982 com Haruyoshi Rokudo (baixo, teclados e vocais), Wataru Yahagi (guitarra, violão e vocais), Koji Tamaki (voz solo e guitarra), Yutaka Takezawa (guitarra, violão e vocais) e Yuji Tanaka (bateria). O Anzen-Chitai alcançou fama em quase toda a Ásia e, com o fim do grupo em 1992, eles se dedicaram a carreiras solo e projetos pessoais, com destaque para Tamaki, Yahagi e Rokudo. O grupo voltou a se reunir algumas vezes só pra matar as saudades. Anzen-Chitai significa "Local Seguro" ou "Zona Segura". Koji Tamaki compunha as melodias quase sempre sozinho e conseguiu se impor como artista solo depois do fim da banda.



Também belíssimo era o tema de encerramento "Ashita hareru ka" ("Amanhã vai chover?"), de Takao Kisugi. Abaixo, os vídeos da abertura e encerramento citadas, lembrando que a série teve outras aberturas e encerramentos.

6 comentários:

M.P. disse...

Há de se ressaltar também que o autor da melodia de "Kanashimi yo Konnichiwa" é... Tamaki Koji, vocalista do Anzen Chitai. A letra é de Mori Yukinosuke, compositor que lançou algumas boas músicas nos anos 80:

C-girl (Asaka Yui)
Climax go issho ni (Koizumi Kyoko)
Hyaku Percent So Kamone (Shibugakitai)
Nai Nai 16 (Shibugakitai)
Kimitachi kiwi papaya mango da ne (Nakahara Meiko)
Tomadoi no Shuumatsu (Hori Chiemi)
I don't know (Ba-Be)

Além de várias músicas de anime, indo do "Osomatsu-kun ondo" interpretado pela lenda Hosokawa Takashi até "Kinnikuman go-fight" do Kushida Akira, passando por "Cha La Head Cha La", Bokutachi wa tenshi datta" e "We Gotta Power" de Dragon Ball Z na voz inconfundível do Kageyama Hironobu, bem como "Jajauma ni sasenaide" de Ranma 1/2. Ou seja, ele sozinho compõs um monte de música que anda por aí na boca do povão. Tá aí um nome que poderia ser ventilado para uma palestra no Brasil.

Takeshi disse...

Fui o autor da pergunta sobre seu mangá favorito no formspring. Eu tenho grande vontade de ler este mangá em português. Fiquei interessado nessa obra desde que li matéria a respeito na revista Heróis do Futuro por Cristiane Sato da Abrademi.

Me pergunto porque nenhuma editora no Brasil ainda não se interessou em lançá-lo.

Takeshi disse...

Maison Ikkoku é passado no "mundo real" como você disse. Peach Girl é um exemplo desse tipo de mangá, apesar de temática diferente da obra de Takahashi publicado no Brasil que não deu certo.

Mas esqueci de mencionar que Slam Dunk, título que a Conrad publicou até o final (eu comprei todas as edições). Parece ter dado certo e está num perfil mais próximo de Maison Ikkoku, uma história num "mundo real" com toques de romance juvenil e esporte.

Então há boas chances de Maison Ikkoku de ser uma boa aposta no Brasil, não acha?

Alexandre Nagado disse...

Bom, quero crer que existem chances, sim. Talvez o desenho da Rumiko, que era mais fraco no começo da série, seja um empecilho, mas a história é tão boa que valeria a pena arriscar.

Aliás, esse mangá e um que eu adoraria trabalhar na adaptação. Os personagens são ótimos.

abraços

Cristiane Mayumi disse...

Olá!
Acompanhei alguns episódios da versão animê, mas ainda não vi o desfecho.

Você poderia me dizer como termina?

Alexandre Nagado disse...

Olá. Não vi o final do animê. Na verdade, do animê eu só assisti uma compilação de episódios anos atrás e eu nem lembro direito. Se não me engano, o final é igual ao mangá, com Godai e Kyoko se casando, Kozue seguindo outro rumo e o Mitaka aceitando se casar com a moça dos cachorrinhos (que eu esqueci o nome). Espero ter ajudado.