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terça-feira, 13 de maio de 2008

INTERCÂMBIO NO JAPÃO - PARTE 1

Nosso avião em Munique (Alemanha)
2 de março de 2008

EMBARQUE E PRIMEIRO ENCONTRO COM TODOS OS PARTICIPANTES

Com tudo preparado para a viagem de intercâmbio, fui para o aeroporto internacional de Guarulhos em uma tarde de domingo. Cheguei lá às 18h30 e logo fui ao guichê da Lufthansa. A partida do Brasil aconteceu às 21h30. 

No aeroporto, encontrei os outros paulistas que iam junto comigo: Daniel Guimarães, Roberta Regalcce, Miguel Angelo Atênsia e Gustavo Gomes de Almeida. Já tínhamos nos conhecido uma semana antes, na reunião de orientação que tivemos no consulado japonês. 



A galera se conhece e todos falam sobre a
expectativa em finalmente conhecer o Japão.
A maior parte dos integrantes
jamais havia ido para lá.
Pouco antes do embarque, conhecemos o pessoal vindo pelo Consulado de Curitiba: Hiroshi Homma, Aline Kashinoki (de Londrina), Myllena Pampuch da Silva, Juliana Endo e Alice Yumi Sinzato. Os demais, conhecemos no avião e na escala que foi feita em Munique, na Alemanha, a saber: Marcelo Moreira, Carlos Prazeres, Alessandra Maeda e Alex Sakatsume (Rio de Janeiro), Adriana Akemi Shibata, Paulo Viana Jr. e Raphael Santana (Brasília), Gabriel Moreira (Porto Alegre), Naguissa Kawada e Rodrigo Almeida (Manaus), Stênio Barros (Recife), Clarice Barroso (Fortaleza) e Washington José de Souza Filho (João Pessoa). Pena que não pudemos sair do aeroporto, que é realmente muito bonito e moderno. Ficamos zanzando pelo belíssimo aeroporto de Munique e comprei uns postais e imãs de geladeira. Depois, pegamos outro avião e passamos todo o resto do dia 3 de março (e uma parte do dia 4) voando. Ao contrário de muitos, eu realmente gostei da comida do avião, meio apimentada. Havia comida japonesa e também pratos internacionais. Eu gostei.

4 de março de 2008

CHEGADA NO JAPÃO - PRIMEIRA PARADA: AKIHABARA

Chegamos ao aeroporto de Narita no dia 4 de março às 11h30 da manhã, onde Silvia e Keiko (nossas
guias) nos aguardavam. Fazia um frio animalesco, apesar de estarmos perto do final do inverno. Fomos no ônibus fretado até o ANA Plaza Hotel para almoçar e depois fomos conhecer o bairro de Akihabara, paraíso dos produtos eletrônicos e da cultura otaku dos games, mangás, kits, animês e super-heróis. Há lojas exuberantes e tantas outras que são corredores estreitos. Uma em que fui direto foi a Laox, que dá desconto a estrangeiros que apresentam passaporte.

Akihabara é um show de cores e luzes e dá pra ficar atordoado com tanta informação. Mas nossa agenda estava apertada e teríamos apenas 2 horas para passear - e fazer compras - pelo bairro. Foi um sufoco, ainda mais se levarmos em conta que estávamos meio atordoados com a longa viagem de avião. Mas foi maravilhoso conhecer aquele lugar doido e movimentado. Mal deu pra comprar algumas lembrancinhas e bugigangas. Experimentei as maquininhas de gashapon, onde você coloca moedas, gira um botão, e cai uma bola plástica com alguma miniatura dentro. As máquinas são separadas por tema ou por série, mas não é possível escolher exatamente o quê vai sair da máquina, o que incentiva a tentar várias vezes. Elas são parecidas com as máquinas de doces que existem por aqui, mas são muito superiores.



O grupo reunido, sob um frio de 1 grau.

Entrada da pousada
tradicional Ryokan
Homeikan Daimachi Hotel. Um
lugar muito bacana e acolhedor.
Ao meu lado, o
jornalista Marcelo Moreira.
A PRIMEIRA NOITE

Depois, jantamos no luxuoso Tokyo Dome Hotel, anexo ao famoso estádio Tokyo Dome, e finalmente fomos ao Ryokan Homeikan Daimachi Hotel. Trata-se de uma simpática hospedagem em estilo tradicional japonês, em um quarteirão sossegado no meio da movimentada Tokyo. Fazia muito frio (em torno de 2 graus) e o clima era bastante seco. Mas como a poluição dos veículos é bem controlada, senti bem menos desconforto do que eu sinto no nosso outono-inverno seco e poluído.

O pessoal ficou dividido em grupos. Lá, todos comem sentados no chão e tomam banho em espaços coletivos (homens e mulheres separados). Tinha chuveiro e ofurô (banheira japonesa de água quente), o que foi providencial pra relaxar um pouco. E nos vestimos a
caráter, com quimonos yukata, o que foi bem legal. Os quartos comportavam 3 de nós e dormimos no chão, algo que realmente faz muito bem pra coluna. Vale mencionar também o belíssimo jardim do lugar, que ainda tem uma equipe simpática e prestativa. Exaustos pela viagem, dormimos feito pedra, nos preparando para a grande maratona de atividades que ia começar no dia seguinte. (continua)
O jardim do Ryokan, uma obra de arte.
Outra vista do jardim interno do Ryokan.
Saboreando uma de muitas
refeições deliciosas para quem
aprecia culinária japonesa.

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