sexta-feira, 24 de maio de 2013

Grafipar e Fikom: Fragmentos da História dos quadrinhos brasileiros

Hoje vou abrir espaço para falar um pouco sobre a História dos quadrinhos no Brasil. Isso porque li e resenhei recentemente dois livros que representam um período das HQs nacionais onde se falava abertamente em mercado de trabalho. Atualmente, pra quem acompanha, o mercado é para pouquíssimos em termos de ganhos financeiros. A maioria esmagadora faz como hobby, como complemento, por idealismo ou teimosia mesmo. Mas já houve tempo, não tanto assim no passado, em que era mais viável um autor criar um personagem e tentar publicar nas bancas pra ganhar seu sustento. 

Para um importante registro histórico de uma era, que se não foi dourada, teve brilho e energia, a Editorial Kalaco, do velho amigo Franco de Rosa, lançou dois volumes importantíssimos. Um é uma coletânea de quadrinhos de um mestre pouco conhecido pelas atuais gerações e o outro, um dos mais importantes registros históricos sobre um rico período da HQ nacional. 


Fikom é um galante e poderoso super-herói que surge durante os sonhos do desajeitado e feioso Mukifa. Viajando por mundos incríveis e até eventualmente surgindo no mundo real, Fikom foi um trabalho marcante de Fernando Ikoma, durante sua rápida passagem pelo mundo das HQs,no final dos anos 1960 e começo dos 70. 

A edição reúne cinco aventuras do herói, que vale à pena conhecer.



Fikom – O Herói do Universo dos Sonhos

Autor: Fernando Ikoma
Direção e edição: Franco de Rosa
Editor associado: Marcio Baraldi

Formato: 16 x 23 cm, com 160 páginas
Lançamento: Editoral Kalaco e GRRR!..



Em Grafipar - A Editora que Saiu do Eixo, o roteirista Gian Danton traça a trajetória da editora curitibana que produziu enorme quantidade de HQs sobre ficção científica, fantasia, drama e humor sob a fachada de publicações eróticas. Isso na época em que o Brasil era governado pelo regime militar e havia muitas restrições quanto à liberdade de expressão.

Inclui 3 HQs completas, muitas fotos e reproduções de capas da época. Uma aula de História. 


Grafipar – A Editora que Saiu do Eixo

Autor: Gian Danton
Direção: Franco de Rosa
(Nota: Livro para adultos, proibido para menores de 18 anos)

Formato: 16 x 23cm, com 168 páginas
Lançamento: Editoral Kalaco 



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Boletim 47 - Exposição reúne obras de Osamu Tezuka e Shotaro Ishinomori

Tezuka (à esq.) e
Ishinomori: Mestres
O Museu de Arte de Tokyo vai inaugurar em breve a exposição Osamu Tezuka x Shotaro Ishinomori - O Poder do Mangá

Esses dois autores são, simplesmente, os mais importantes artistas da história dos quadrinhos no Japão. Tezuka codificou e formou a base do moderno mangá, com um senso de dinamismo narrativo e gráfico que se reflete até hoje. Também foi o pioneiro dos animês no formato seriado de TV, com seu Astro Boy em 1963. 

Ishonomori, que foi assistente de Tezuka no começo de carreira, trilhou seu próprio caminho com uma diversidade sem paralelos. Mestre do humor, drama e de obras de grande densidade, acabou sendo mais conhecido no mundo todo por ter criado Kamen Rider (com derivados sendo produzidos até hoje) e Goranger, que viria a ser o primeiro da longa franquia Super Sentai, além de muitos outros super-heróis de tokusatsu. 

Ambos faleceram com a mesma idade: 60 anos. Tezuka partiu deste mundo em 1988 e Ishinomori, em 1998. Ambos tiveram produções versáteis, de grande apelo popular e se permitiram também criações ousadas, arrojadas e com muita liberdade criativa. Reunir seus trabalhos em uma exposição conjunta é algo que faz justiça mais a Ishinomori, pois Tezuka é reverenciado no mundo todo como o "Deus do Mangá" e muito mais reconhecido. Mas seu discípulo e amigo não fez por menos e o brilho de sua obra rivaliza com o dele. Não é uma relação mestre e aluno, são dois astros de primeira grandeza. 

A exposição acontecerá de 29 de junho a 8 de setembro, e irá incluir ilustrações inéditas de encontros entre personagens, um trabalho desenvolvido por artistas da Mushi Pro e da Ishimori Pro. 

Confira a galeria de imagens da exposição.


Cyborg 009 e Astro Boy
Leia também: 

Osamu Tezuka e a animação experimental 

O primeiro personagem de Tezuka adaptado no ocidente 

TEZUKA DAY

- Homenagem aos super-heróis de Shotaro Ishinomori

KAMEN RIDER - 40 anos

- Shotaro Ishinomori - Além do humano (blog Maximum Cosmo) 

Agradecimentos a Felipe Onodera, que postou a notícia no Twitter.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

26º Tokyo International Film Festival


De 17 a 25 de outubro de 2013, acontece no Japão o 26º Tokyo International Film Festival, com o melhor da produção cinematográfica local. E esse é o tema de uma publicação, a Screen - Japan Suplement, que encontrei via Twitter e faço questão de compartilhar com os leitores. A revista, criada por ocasião do Festival de Cannes, está em inglês (e eu espero que você entenda o suficiente) e é repleta de informações e referências sobre o Festival de Tokyo e seus filmes participantes, com fichas técnicas e sinopses. Há também um ensaio sobre o momento atual do cinema japonês e interessantes artigos relacionados. 

Além dos lançamentos, há alguns clássicos listados, com diversos animês inclusos. A revista é também um guia com as distribuidoras cinematográficas japonesas e os títulos que elas estão promovendo atualmente. Para cinéfilos e apreciadores da cultura japonesa, um interessante panorama de produções para guardar como referência. 



quarta-feira, 15 de maio de 2013

Falando sobre a revista Herói

A revista Herói projetou meu nome como especialista em super-heróis e cultura pop japonesa na década de 1990. Na verdade, nunca me apresentei como especialista e nem acho que seja para tanto, pois conheço gente com muito mais conhecimento. Mas evidentemente dei minha contribuição ao assunto, com um grande número de matérias que, antes da internet, forneceram informações a toda uma geração de fãs. No auge, a revista Herói era publicada duas vezes por semana, com tiragem de centenas de milhares de exemplares por edição. 

Atualmente a Herói existe apenas como site e lá tem a seção "Os Caras da Herói", que apresenta entrevistas com pessoas que colaboraram com a publicação. 

Na minha entrevista, falo sobre como era a pesquisa antes do Google e da Wikipedia e comento sobre meu momento atual. Sempre com a sinceridade e franqueza que as pessoas que me conhecem sabem que podem esperar de mim. 

- Confira a entrevista aqui. 

terça-feira, 14 de maio de 2013

B-Club: A revista da Bandai que marcou época no Japão

B-Club, muito mais do que um catálogo de brinquedos
Bandai é o nome de uma das maiores fabricantes de brinquedos do mundo, criada no Japão em 1950. Gerenciada atualmente pela Namco Bandai Holdings Inc., a Bandai não somente licencia produtos das maiores franquias da cultura pop japonesa, como Gundam, Ultraman, Kamen Rider e Super Sentai, como também financia produções e interfere diretamente nos rumos das obras, com o intuito de gerar mais produtos (personagens). 


Entre os anos 1980 e 90, a Bandai publicou uma revista especializada que marcou época. Chamada B-Club, a revista era mensal, tinha 116 páginas (PB e cor), formato 21 x 29,5 cm e apresentava matérias, entrevistas e reportagens para divulgar seus brinquedos e kits para montar. Mas a revista era muito mais do que um catálogo de produtos colecionáveis. 
Hiroshi Miyauchi relembra
os tempos de
Kamen Rider V3. Ao seu lado
,
 o entrevistador e astro
Masaki Kyomoto,
trajando a mesma roupa que
usou em Kamen Rider Black.
(Ed. 72) 

A cada edição, a B-Club trazia guias de estreias da TV, vídeo e cinema, lançamentos de CDs, DVDs e games, mesmo de produções que ela não licenciava. E tinha matérias de capa interessantíssimas, com temas como "The Cockpit" (detalhando cabines de comando de naves e robôs famosos), "Pet and mascot" (sobre criaturas de estimação, no rastro da febre Pokémon), "Super bases" (com a localização e características de bases especiais vistas em seriados) e muito mais. Um ponto forte era que, nos temas de capa, a revista procurava sempre listar junto produções de animê e tokusatsu, além de games. Tudo junto, sem preconceitos.

E muitas seções interessantes abrilhantavam as páginas, com ideias editoriais criativas e bem realizadas.

Mr. Hero foi uma seção assinada pelo ator, músico e empresário Masaki Kyomoto, onde ele entrevistava atores marcantes de seriados tokusatsu. Ryuukou Tsuushin ("Comunicação da moda") mostrava a cada edição desenhos e comentários sobre figurinos utilizados em seriados tokusatsu. O título fazia alusão a uma revista de moda bastante conceituada que existia naquela época. A seção Ultraman in The Real, mostrava montagens reunindo maquetes, fotos e computação gráfica para recriar momentos icônicos das produções Ultra. Multi Media Madonna EXpress era a seção voltada às dubladoras, tratadas lá como verdadeiras princesas. A revista era uma fonte inesgotável de informação e diversão, mantida por uma equipe de profissionais-fãs a serviço da Bandai. A B-Club também publicou alguns mangás, inclusive a continuação da série de TV Jetman, compilada posteriormente em um volume único. 
Comentários sobre as roupas das
vilãs de tokusatsu dos anos 1980.
Conhece todas? (Ed. 86)


Depois da edição 148 (março de 1998), a revista foi reformulada e passou a se chamar B-Magazine. A mudança deu uma guinada para o público otaku mais velho e hardcore, incluindo doses de "moe", gênero com garotinhas angelicais de apelo erotizado, um fetiche dentro do nicho. Passou a existir também uma seção de comentários sobre animês eróticos (hentai), coexistindo com entrevistas leves com atores e dubladoras. A mistura fez a revista perder essência e público, sendo cancelada pouco tempo depois.


A B-Club deixou saudades e, numa era anterior à internet, foi uma das grandes fontes de pesquisa deste que vos escreve, especialmente durante o trabalho na revista Herói


A 4a capa da B-Club era quase sempre
dedicada à gigantesca linha de kits
dos robôs Gundam. (Ed. 138)

quinta-feira, 9 de maio de 2013

5 anos de blog

Hoje, 9 de maio de 2013, faz 5 anos que publiquei a primeira postagem deste blog. Eu nem ia chamar a atenção para isso, pois já tive outros blogs em outras plataformas (iG, UOL, etc...) e eu já escrevo sobre cultura pop japonesa faz tempo, desde 1993, data de minha primeira matéria lá na revista SET Terror e Ficção. Depois, tive a honra de participar dos dois maiores projetos de divulgação de cultura pop do Brasil: a revista Herói e o portal Omelete, fora passagens pela Henshin, pela editoria do site da Made in Japan/ Ed. JBC e muitos outros trabalhos. Porém, aqui é um espaço onde eu decido o que entra ou não (para o bem e para o mal), sem um editor e sem me prender a pautas estabelecidas. 


Escrevo quando posso e o que me chama a atenção. Isso dá liberdade para procurar assuntos interessantes, temas fora do que as pessoas estão mais comentando ou procurando. Sem competição e sem querer criar um sucesso e colecionar seguidores, posso tentar oferecer algo diferente, alternativo. Ou chamar a atenção sobre alguma coisa que passou batido no passado, comentar algo interessante ou simplesmente divagar sobre assuntos que gosto. Não tenho mais trabalhado profissionalmente com cultura pop japonesa, mas enquanto tiver alguma coisa que chame a minha atenção dentro do tema e eu tenha vontade de compartilhar com os leitores que passam por aqui, manterei o Sushi POP ativo. Escrever é uma das coisas que mais gosto de fazer e acaba sendo um hobby para mim. Enquanto puder, continuarei postando algumas coisas. 

Para você que lê, divulga e comenta, meu muito obrigado. Para os novos leitores, espero que façam uma boa navegação e descubram muitos assuntos interessantes. 

Abaixo, links para os 10 posts mais lidos nestes 5 anos. Se não viu algum deles ou se quer aproveitar e reler, boa leitura. 

Postagens mais populares (2008~2013)

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Novos talentos da J-Music: Ray Yamada e fox capture plan

Ray Yamada, nova cantora pop
O Japão possui o segundo maior mercado fonográfico do mundo, perdendo apenas para os EUA. É um universo musical vasto, cujo mainstream busca imitar padrões e estilos de sucesso no ocidente. As bandas e artistas jovens de música dançante predominam, com muitas jogadas de marketing e astros de sucesso efêmero. É também um sistema em que os empresários da maioria dos ídolos teen controlam até a vida pessoal de seus artistas com mão de ferro. 

Ainda assim, os últimos anos têm registrado grandes vendas de artistas veteranos, com foco em harmonia, melodia e conteúdo. E novos artistas, mais interessados em boa música do que em enriquecer rapidamente sempre aparecem, felizmente. 

Todo ano, dezenas de novos talentos são lançados ao mercado. Muitos não passam do primeiro trabalho. Alguns sobrevivem por poucos anos. Poucos chegam aos 10 anos de carreira e dá pra contar nos dedos aqueles que se mantêm em atividade por mais de 20 ou 30 anos. O mercado japonês tem espaço para diversos gêneros musicais e vários artistas que, mesmo sem  frequentar a alta roda, conseguem se manter na ativa constantemente por conta de um público de nicho fiel. 

Garimpando na internet, descobri uma cantora e uma banda da nova geração do cenário musical japonês que resolvi divulgar aqui. Não sei se vão vingar, se farão sucesso e continuarão na área pelos anos seguintes. Será uma pena se isso não acontecer. Não parecem o tipo de aposta fácil para o grande público, mas eu espero que eles consigam se estabelecer e viver de sua arte. Não há satisfação maior para um artista do que isso.
Ray Yamada
Mori no waltz ("Valsa da floresta") / Ray Yamada


Eis uma garota que tem voz e carisma aliados a um charme exótico. Ray Yamada canta jazz, pop, blues, gospel e, acredito, o que pintar pela frente. Seu álbum de estreia, Cosmopolitan (do selo MS Entertainment), saiu no dia 27 de março de 2013 e inclui uma cover de "Smooth operator" (de Sade), clássico dos anos 1980.

Site oficial: www.msrecord.co.jp/mse/ray
- Na aba "contents", dá pra ouvir trechos das canções de Cosmopolitan

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fox capture plan e seu jazz sofisticado
Shoudou no ryushi ("Partícula de impulso") / fox capture plan


Formado por Ryo Kishimoto (piano), Hidehiro Kawai (baixo) e Tsukasa Inoue (bateria), o fox capture plan (com letras minúsculas mesmo) faz um jazz instrumental vigoroso, empolgante. Seu álbum de estreia, trinity (do selo Playwright) sai no dia 15 de maio, mas eles já tocaram em um prestigiado evento japonês chamado Tower Jazz Free Live 2012, o que indica que eles já possuem certo prestígio nos bastidores. Até porque não são tão garotos, todos estão na faixa dos 30 anos e mostram ser músicos já bem experientes. Boa sorte para eles!

Site oficial: foxcaptureplan.net

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Boletim 46: As Leis Místicas, animê aclamado e premiado, ganha exibição na rede Cinemark


Longa em animê da organização
religiosa Happy Science chegou a ser
pré-selecionado para o Oscar.
Texto adaptado do press release:

O animê As Leis Místicas (The Mystic Laws), que foi um dos pré-selecionados para indicação ao Oscar de Melhor Animação de Longa Metragem de 2013, ganha exibições especiais em São Paulo e Rio de Janeiro, em salas da rede Cinemark. (datas no final da postagem)

Dirigido por Isamu Imakake (de Neon Genesis Evangelion), As Leis Místicas foi um filme criado por profissionais que trabalharam em sucessos mundiais como Naruto e Yu-Gi-Oh.

Em 2013, apenas dois desenhos animados japoneses ficaram entre os 21 selecionados que concorreram à categoria de Melhor Animação. Além de As Leis Místicas, o outro concorrente foi From Up on Poppy Hill (Kokurikozaka kara), uma produção do Studio Ghibli. Mesmo não tendo sido finalista, o fato de ter sido selecionado indica o bom nível técnico da produção. O longa ainda recebeu o Prêmio Especial do Júri no 46º Festival Internacional de Cinema de Houston, nos Estados Unidos. Futuramente, deverá ser lançado em DVD (cópias dubladas e legendadas) pela IRH Press do Brasil. 


AS LEIS MISTICAS - TRAILER ©2012 IRH Press. All Rights Reserved.
- from JO TAKAHASHI on Vimeo.


A história


Em algum ponto da década de 2020 (referida como "202X"), um golpe de estado desestabiliza a Ásia e nasce um Império que se torna uma superpotência econômica e militar. O Império Godom está sob o comando de um imperador de origem militar, Tathagata Killer. E a antiga superpotência, os Estados Unidos, está enfraquecida e não tem mais o poder dentro das Nações Unidas.
Sho, o salvador da humanidade


Godom fortalece o seu poderio militar graças a uma tecnologia misteriosa que a bela Leika Chan comercializa. O que ninguém sabe é que sua tecnologia misteriosa vem de outro planeta, onde a ciência está mil anos à frente.


Sho Shishimaru, um membro da associação internacional Asas de Hermes, tem poderes proféticos, e sabe que o Império Godom tem a intenção de expandir o seu território na direção de Nantai e também ocupar o Japão.

Os militares do Império Godom atacam Sho, mas um misterioso grupo de monges indianos o salva. Os monges descobrem um documento sagrado em um local antigo na Índia, onde preveem o renascimento de Buda. Segundo eles, Sho representa o próprio Buda. Escondendo-se nas montanhas, Sho tem uma série de experiências espirituais. Certo dia, um OVNI aparece e leva-o até a Leika Chan no Império Godom.


Na raiz dessa crise mundial militar e política encontra-se uma luta entre Deus e o Demônio. E acima de tudo isso, a Terra está em perigo de ser invadido por outros seres alienígenas. O futuro da humanidade está em jogo na luta épica que se segue, mas no meio dela, aprendemos sobre as leis místicas que regem o mundo em que vivemos.



Ficha técnica:

Título: As Leis Místicas
Nome original: Shinpi no Hou
Título internacional: The Mystic Laws
País: Japão, 2012
Duração: 119 minutos
Classificação: Livre
Versão brasileira: Helicon Laboratorio Cinematográfico

Produção:
Criação e produção original: Ryuho Okawa
Roteiro: Equipe de roteirização "The Mystical Laws "
Trilha sonora: Yuichi Mizusawa
Direção: Isamu Imakake
Produção geral: Zuisho Motochikawa, Koji Matsumoto

Leika Chan
Crédito das imagens: IRH Press


- Curiosidade: A obra foi criada e produzida por Ryuho Okawa, líder do movimento espiritual Happy Science e que se autointitula o próprio Buda vivo. A história certamente está carregada de propaganda ideológica da organização e faz uma grande mistura de elementos mitológicos, místicos e esotéricos, criando um cenário atraente para aficionados em cultura pop. 

Não tenho informações maiores sobre esse movimento, não vou emitir opiniões sem conhecer o assunto, e por isso quando puder assistirei sem preconceitos, esperando ver uma boa aventura. Para ver com olhos críticos e atentos. (Alexandre Nagado)


Serviço:

CINEMARK METRÔ SANTA CRUZ (SP)
Endereço: Rua Domingos de Morais, 2.564 - Shopping Santa Cruz - 3º Piso - Vila Mariana, São Paulo/ SP
Telefone: (11) 3471-8070

Dias e horários:
  • 09/05 (quinta) - 21h00
  • 11/05 (sábado) - 14h00
  • 13/05 (segunda) - 21h00
  • 14/05 (terça) -14h00
  • 16/05 (quinta) - 16h00
CINEMARK BOTAFOGO (RJ)
Endereço: Praia de Botafogo, 400 - Botafogo, Rio de Janeiro/ RJ
Tel. (21) 2237-9481

Dias e horários:
  • 09/05 (quinta) - 21h00
  • 11/05 (sábado) - 14h00
Preços: 
R$ 16,00 (preço normal) e R$ 8,00 (meia entrada), de segunda a quinta
R$ 22,00 (preço normal) e R$ 11,00 (meia entrada), aos sábados

Ingressos antecipados: www.ingresso.com.br 
(Nota: As exibições serão somente da versão dublada em português.)

Agradecimentos: Kaminari Comunicação (assessoria de imprensa)

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Leia também: Uma das religiões predominantes no Japão ao lado do xintoísmo, o budismo já foi usado diversas vezes na cultura pop. Uma versão contando a história de Buda em mangá foi lançada no Brasil em 2012. Confira aqui


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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Dicas de leitura da blogosfera - 4


1) Os índios do Japão - Fato relativamente pouco conhecido, o Japão também teve seus povos indígenas. São os chamados "ainu", cujos descendentes puros, sem miscigenação, vivem até hoje, a maioria na região de Hokkaido, ao norte do Japão. Sempre foram vistos com preconceito e sua história lembra a de outros povos indígenas. O texto que indico agora explica de forma bem esclarecedora sobre a existência e situação dos ainus. 

De modo interessante, a matéria faz referência a um clássico de Hayao Miyazaki e seu Studio Ghibli: o longa Princess Mononoke (Mononoke Hime, 1997), cujos personagens representam ainus. O texto é de Roberta Caroline, para o blog Elfen Lied Brasil

Descubra: Ainus - Os índios japoneses


2) Chie Ayado - Jazz, coragem e determinação - Aqui vai (mais) uma indicação de Fabio Sakuda, para seu blog XIL, do portal Genkidama. Trata-se de um artigo sobre uma artista diferenciada, que vale muito a pena conhecer. Uma japonesa que canta jazz com grande talento, que começou a carreira profissional numa idade em que muitos artistas em seu país já se aposentaram e que possui uma história de vida cheia de percalços.

Poderia ser "apenas" um texto edificante com uma história de motivação e superação, mas também é uma dica para descobrir o trabalho de uma grande intérprete fora do circuito dos astros pop. E que até virou, veja só, personagem de animê.

Descubra: Chie Ayado - A força além da voz 




3) Blog japonês de músicas variadas - O blog que indico agora não tem quase nada pra ler, é dedicado a vídeos e é uma das minhas fontes de pesquisa sobre música japonesa. Apresenta regularmente vídeos de artistas dos mais variados estilos, cobrindo J-pop, J-Rock, Anisongs, enka, kayoukyoku e instrumentais, possuindo também música pop e tradicional de Okinawa (pois está dentro da J-Music). E pra quem curte, há até indicações de K-pop, a música pop coreana. 

O blog Beautiful Music não se limita aos grandes clássicos e sucessos atuais, mas também garimpa material alternativo. Infelizmente, alguns vídeos não foram autorizados para exibição no Brasil ou fora do território japonês, um problema crônico de mentalidade fechada que ainda existe muito no Japão. Em todo caso, tem muita coisa bacana e disponível pra explorar. Foi lá, inclusive, que eu descobri a excelente banda Acacia Orchesta, que foi tema de postagem aqui no Sushi POP. 

Descubra: Beautiful music and japanese traditional music 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Boletim 45 - Governo japonês promove o 7º Prêmio Internacional de Mangá


Atenção, aspirante a mangaká (autor de mangás)! Gostaria de tentar aparecer para um mercado de trabalho onde fazer quadrinhos é uma profissão para centenas de artistas?

Então, prepare uma história com pelo menos 24 páginas para o mais importante concurso de mangá do mundo, patrocinado pelo próprio governo japonês. Veja as informações principais abaixo, prepare seu material ou avise aquele seu amigo ou parente que faz quadrinhos com influência do mangá. 

Confira o regulamento completo, formulário de inscrição e maiores detalhes no site oficial do concurso (disponível em inglês e japonês):
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7º Prêmio Internacional de Mangá
Período de inscrição: 15 de abril a 31 de maio de 2013

Inscrições e informações:
Embaixada ou Consulados Gerais do Japão

Verifique os endereços nos links:
www.sp.br.emb-japan.go.jp/pt/sobre/outro.htm

Realização:
- Ministério das Relações Exteriores do Japão (MOFA - Ministry of Foreign Affairs)
- Comitê Executivo do 7º Prêmio Internacional de Mangá

Apoio:
Associação dos Cartunistas do Japão

Fundação Japão em São Paulo
Tel: (11) 3141-0110 / 3141-0843
E-mail: info@fjsp.org.br
www.fjsp.org.br 

- Agradecimentos: Erico Marmiroli 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

O Deus Guerreiro Gigante surge em Tokyo (curta-metragem)

Um curta-metragem tokusatsu do Studio Ghibli

Giant God Warrior por f711513007
Um dia calmo em Tokyo prenuncia o apocalipse trazido por uma criatura gigante que paira sobre a cidade. Uma descrição assim parece o enredo de um filme japonês de monstros. E é mesmo, mas não um típico kaiju eiga, que é como são chamados no Japão os "filmes de monstro" estilo Godzilla. Trata-se de um pequeno curta-metragem criado para ser exibido durante uma exposição sobre miniaturas e maquetes usadas em filmes de tokusatsu (efeitos especiais) que aconteceu no Museu de Arte Contemporânea de Tokyo, em 2012. Nos bastidores, uma reunião de grandes talentos em uma obra que destaca os efeitos especiais artesanais que formaram a base do tokusatsu. 
O Deus Guerreiro Gigante
de Hayao Miyazaki

O produtor e roteirista é Hideaki Anno (de Evangelion), que se associou ao Studio Ghibli do lendário diretor de animês Hayao Miyazaki, para produzir o primeiro filme live-action do renomado estúdio. Hideaki Anno foi também o curador da exposição, A direção foi de Shinji Higuchi, diretor de efeitos especiais e desenhista de story-boards com passagens por Gamera, Evangelion e Godzilla

O visual do Deus Guerreiro foi criado pelo próprio Hayao Miyazaki. A criatura, inclusive, foi vista no aclamado animê de longa-metragem Kaze no Tani no Nausicaä (1984) e também no mangá homônimo, produzido por Miyazaki e lançado no Brasil pela Editora Conrad

Não há muito o que se dizer sobre enredo, que mostra uma sinfonia de destruição narrada por uma garota. É muito mais uma demonstração sobre como o tokusatsu pode ser sério e impactante, feito para homenagear o gênero. E também mostra como direção, narrativa e efeitos especiais tradicionais - e muito bem executados - são tudo o que se precisa para cativar os espectadores. As imagens são de impressionar e a atmosfera é assustadora. Vale cada segundo. 

Kyoshinhei Tokyo ni Arawaru (Giant God Warrior Appears in Tokyo)
Duração: 10m10s
Roteiro e produção: Hideaki Anno
Design da criatura: Hayao Miyazaki
Direção: Shinji Higuchi

Realização: Studio Ghibli (2012)

PS: Há o risco desse vídeo ser retirado do ar a qualquer momento. Se for, tentarei procurar outras fontes. Se encontrar uma versão legendada, postarei no lugar desta. 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Dicas de leitura da blogosfera - 3


1) Game comemora os 45 anos da Shonen Jump - Fundada em 1968 pela editora Shueisha, a revista semanal Shonen Jump é a revista de quadrinhos mais vendida do mundo, com picos de venda na faixa dos milhões de exemplares. A revista foi - e é - a casa de alguns dos personagens mais populares de todos os tempos, como os guerreiros de Dragon Ball e os piratas de One Piece. Em meio às comemorações do aniversário, foi anunciado um jogo pela NAMCO Bandai Games. Esse é o tema da postagem do blog Troca Equivalente, do coletivo Genkidama

Leia: J-Stars Victory Vs. – O presente de aniversário da Shonen Jump 



2) Shotaro Ishinomori, o Rei do Mangá - Vou indicar agora um texto meio antigo, mas que é referência obrigatória para quem se interessa ou estuda cultura pop japonesa. Fala sobre o versátil autor de mangás Shotaro Ishinomori, falecido em 1998 aos 60 anos. Frequentemente lembrado por ter sido o criador de Kamen Rider e dos dois primeiros grupos da franquia Super Sentai, Ishinomori também bolou os heróis Machine Man, Bicrossers e Patrine, só pra citar alguns. No entanto, criar super-heróis (como seu icônico Cyborg 009) corresponde apenas a uma parte da obra de Ishinomori. Em um artigo de 2012 para o blog Maximum Cosmo, o fã Felipe Onodera (um codinome que homenageia o sobrenome verdadeiro de Ishinomori) escreveu sobre a versatilidade do mestre. Recomendo a leitura inclusive dos comentários da postagem, pois há muitas informações interessantes por lá. 

Leia: Shotaro Ishinomori: além do humano



3) Entrevistas com atores e ex-atores de seriados - Informações sobre bastidores de seriados tokusatsu nem sempre são fáceis de se encontrar e entrevistas traduzidas para o português são mais raras ainda. Por isso, indico o blog Universo Otaku, do velho amigo Michel Matsuda, que chegou a traduzir e postar entrevistas publicadas no Japão com diversos atores de várias épocas. É um registro precioso, que vale a pena ser indicado. 

- Tetsuo Kurata, o Black Kamen Rider/ RX (parte 1)

- Tetsuo Kurata, o Black Kamen Rider/ RX (parte 2)

- Shohei Kusaka, o Policial de Aço Jiban

- Masaro Yamashita, o Fire, de Winspector

- Tamao Sato, a Ohpink, de Ohranger

Todas as entrevistas (marcador)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Boletim 44 - Surge Ultraman Ginga

   Ultraman Ginga   
Foi anunciado no Japão o mais novo personagem da franquia Ultraman. Trata-se de Ultraman Ginga (leia "Guinga", que significa "Galáxia"), um herói um tanto diferente dentre os que compõem a saga. 

O alter ego humano do personagem é, pela primeira vez, um estudante colegial. Ele enfrenta muitos problemas ao ser transferido de escola. Seu nome é Hikaru Reidou, vivido pelo ator Takuya NegishiEm vários aspectos, a apresentação do personagem se assemelha ao Kamen Rider Fourze, da concorrente Toei Company

O enredo revela que uma misteriosa força cósmica transformou muitos guerreiros Ultra e monstros em cápsulas parecidas com ovos e os espalhou pelo Universo. Obviamente, alguns desses "Ultra Eggs" chegam à Terra e podem se tornar uma grande ameaça se caírem em mãos erradas. Quem os encontrar, poderá revertê-los às suas formas e poderes originais. 

Quando monstros e alienígenas malignos chegam à Terra, o jovem Hikaru se torna o mais novo Ultraman, ao descobrir o artefato Ginga Spark. Ele irá utilizar os Ultra Eggs em sua luta para salvar a Terra e o fará sem a ajuda de algum grupo de combate a monstros, uma das marcas das séries Ultra. Os fãs podem esperar muitas aparições de monstros clássicos e, claro, de alguns Ultras. 

Os primeiros Ultra Eggs já foram lançados no final de 2012, mas a aposta é que se tornem uma febre entre as crianças após a estreia de Ginga. 

Com esse esquema de cápsulas que liberam monstros e heróis gigantes, dá pra imaginar algo semelhante a Pokémon, lembrando que a série dos monstrinhos de bolso se baseou (mas nunca admitiu) numa ideia da série Ultraseven (de 1967). Nela, o herói Dan Moroboshi usava monstros lutadores que cresciam ao serem liberados das cápsulas que ele transportava. 
Ultra Egg: Novo caça-níqueis colecionável
com heróis e monstros da franquia Ultraman
Ginga irá aparecer dentro de Shin ("Novo") Ultraman Retsuden ("Biografias"), série que entrará em nova temporada. Retsuden é composto de seleções de filmes e episódios da saga Ultra, mas apresentou também uma série bastante interessante formada por curta-metragens de 3 minutos estrelados por Ultraman Zero

Ultraman Ginga irá aparecer em um dos blocos do programa, o que indica que terá bem menos que meia hora por episódio. Já o tema dos Ultra Eggs, "Yuuki no tamago" ("Ovo da coragem") está sendo lançado no Japão nesta semana pelo grupo Voyager, a banda oficial da produtora Tsuburaya

Os primeiros 6 episódios serão exibidos em julho e agosto. Mais 5 virão em novembro e dezembro. Dois especiais serão exibidos em eventos em setembro deste ano e em algum ponto da primavera de 2014. Shin Ultraman Retsuden deverá ter apenas 13 programas, mas ainda espera-se o anúncio de um novo filme para cinema, visto que o mais recente, Ultraman Saga, teve boa bilheteria, tendo ficado em quarto lugar no ranking de estreias de seu país em 2012. 

Shin Ultraman Retsuden irá estrear no Japão às 17h30 do dia 10 de julho, o "Dia do Ultraman". Nesse mesmo dia, em 1966, o primeiro Ultraman foi apresentado no Japão em um especial de TV que antecedeu o primeiro episódio (que seria exibido em 17/07/1966). 

O personagem se tornou um dos mais importantes personagens da cultura pop japonesa, misturando ficção científica, fantasia, drama, humor, questionamentos filosóficos (sim, havia isso nas séries originais) e ação. Ainda tem enorme relevância e boas obras sendo produzidas, mesmo que seja mais usado atualmente para vender brinquedos.
(Fonte: Sci-fi Japan)

Ano de comemorações - Neste ano, a Tsuburaya Pro, que não é mais administrada pelos herdeiros do diretor Eiji Tsuburaya, está comemorando 50 anos e vai dar destaque para sua maior propriedade. Não é a primeira vez que a produtora se volta para o passado e monta uma série para promover sua ampla linha de brinquedos. Sobre isso, o estúdio tem superado as expectativas, renovando conceitos e dando um tratamento sofisticado em suas produções, com mais cuidado e zelo pelo passado do que a Toei Co., que troca atores e muda cronologias sem o menor pudor. Várias produções têm sido boas surpresas, com um grau de elaboração e acabamento acima da concorrência. De repente, vem coisa interessante por aí.


A série de biografias Ultra inicia nova
fase, com um novo personagem